Capítulo · Saúde da Mulher - Ed. XXVIII
Autoimunidade E Distúrbios Endócrinos Em Mulheres: Abordagem Multidisciplinar Da Epidemiologia Ao Tratamento
- ISBN 978-65-6029-322-9
- DOI https://doi.org/10.59290/9522400902
- Ano 2026
- Palavras-chave Autoimunidade; Doenças Endócrinas Femininas; Abordagem Multidisciplinar.
Resumo
Introdução: As doenças autoimunes endócrinas acometem desproporcionalmente as mulheres, refletindo a complexa interação entre fatores genéticos, hormonais e imunológicos. Entre as condições mais prevalentes destacam-se a tireoidite de Hashimoto, a doença de Graves, o diabetes mellitus tipo 1, a insuficiência adrenal autoimune e as síndromes poliglandulares. Essas enfermidades, além de comprometerem a função endócrina, impactam diretamente a saúde reprodutiva, a qualidade de vida e a morbimortalidade feminina.
Métodos: Este capítulo foi desenvolvido a partir de revisão narrativa e crítica da literatura, incluindo estudos epidemiológicos, ensaios clínicos, revisões sistemáticas e diretrizes internacionais sobre autoimunidade e endocrinologia. Foram privilegiadas publicações recentes, bem como dados clássicos que fundamentam a compreensão da maior predisposição feminina às doenças autoimunes endócrinas.
Abordagem do Tema : O tema será explorado em três dimensões principais:
• Aspectos imunológicos e hormonais: discussão sobre os mecanismos que justificam a maior suscetibilidade feminina, incluindo o papel dos hormônios sexuais na modulação do sistema imune e as variações de risco relacionadas à gestação e à menopausa.
• Repercussões clínicas e diagnósticas: apresentação das manifestações clínicas específicas de cada distúrbio autoimune endócrino, com enfoque em estratégias diagnósticas precoces e no impacto sistêmico dessas doenças.
• Abordagem multidisciplinar no tratamento: análise da integração entre endocrinologia, imunologia, ginecologia, psicologia e nutrição, destacando a necessidade de um cuidado que contemple não apenas a estabilização hormonal, mas também as repercussões metabólicas, reprodutivas e psicossociais.
O capítulo se encerra discutindo perspectivas futuras, incluindo terapias imunomoduladoras, medicina personalizada e estratégias de prevenção, reforçando a relevância da abordagem integrada e centrada na mulher.