Capítulo · Pesquisa Multidisciplinar em Saúde - Ed. XXIII

PROTIUM HEPTAPHYLLUM E HOMEOSTASE REDOX: EVIDÊNCIAS EXPERIMENTAIS E LACUNAS MECANÍSTICAS

Resumo

Este capítulo analisa criticamente as evidências pré-clínicas de respostas relacionadas à homeostase redox após o emprego de preparações de Protium heptaphyllum (Aubl.) Marchand e discute os limites de sua interpretação mecanística. Foi realizada uma revisão narrativa de estudos fitoquímicos e experimentais, complementada por literatura sobre sistemas antioxidantes e avaliação de biomarcadores oxidativos. Resinas e frações triterpênicas, óleos essenciais, extratos foliares e formulações lipossomais apresentam composições distintas. Em modelos de hepatotoxicidade, lesão gástrica, exposição à ciclofosfamida e obesidade induzida por dieta, observaram-se alterações em indicadores de oxidação, no conteúdo de glutationa e nas atividades de enzimas antioxidantes, com respostas dependentes da preparação, do tecido e do protocolo experimental. Estudos com α/β-amirina também identificaram alterações em componentes associados à sinalização metabólica, sem demonstrar sua participação causal nos efeitos antioxidantes. Tampouco foi estabelecida a participação funcional de KEAP1–NRF2 ou FOXO nos modelos examinados. As evidências sustentam respostas bioquímicas dependentes do contexto, mas não permitem definir um mecanismo antioxidante comum nem inferir eficácia clínica.