Capítulo · Imunologia & Doenças Infecciosas e Parasitárias - Ed XI
NEUROTOXOPLASMOSE EM PACIENTES COM HIV
- ISBN 978-65-6029-361-8
- DOI https://doi.org/10.59290/9031630216
- Ano 2026
- Palavras-chave Neurotoxoplasmose; HIV; Infecções Oportunistas
Resumo
A neurotoxoplasmose, também chamada de toxoplasmose cerebral, é a infecção oportunista do sistema nervoso central mais frequente em indivíduos com infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV), sendo uma das principais causas de lesões expansivas encefálicas e de morbimortalidade nessa população, especialmente em países em desenvolvimento. A reativação de infecção latente por Toxoplasma gondii ocorre especialmente em pacientes com imunossupressão profunda, com baixos níveis de linfócitos CD4+, geralmente abaixo de 100 células/mm³, e pode se apresentar com sintomas neurológicos focais, como déficit motor, alterações do estado mental, cefaleia persistente, convulsões e sinais de hipertensão intracraniana, além de efeito de massa em exames de imagem. Em muitos casos, a apresentação é subaguda, com evolução progressiva dos sintomas ao longo de dias a semanas. Apesar da ampla utilização de terapia antirretroviral combinada (cART) em muitos países, que reduziu significativamente a incidência da doença, a neurotoxoplasmose ainda representa um importante desafio diagnóstico e terapêutico em regiões de elevada prevalência de HIV, diagnóstico tardio da infecção e menor acesso a cuidados de saúde especializados.
Este capítulo será estruturado como uma revisão narrativa da literatura com busca nas bases de dados PubMed, SciELO e LILACS, utilizando descritores como “neurotoxoplasmose”, “cerebral toxoplasmosis”, “HIV” e “toxoplasmose e HIV”. Serão considerados artigos originais, revisões sistemáticas, diretrizes clínicas e relatos de caso publicados nos últimos anos, com foco em epidemiologia, mecanismos imunopatogênicos, abordagens diagnósticas e terapêuticas.
Serão abordados os principais aspectos epidemiológicos, destacando que a prevalência de neurotoxoplasmose aumenta em pacientes com contagem de CD4 abaixo de 100 células/mm³ e em locais com menor cobertura antirretroviral, especialmente em regiões com diagnóstico tardio da infecção pelo HIV. Em seguida, será apresentada a fisiopatologia, enfatizando a reativaç