Capítulo · Dermatologia e Procedimentos Estéticos - Ed. XXII

Alopecia Areata: Imunopatogênese e Terapias Emergentes

Resumo

A alopecia areata é uma doença inflamatória autoimune caracterizada pela perda não cicatricial dos cabelos e pelos, resultante da ruptura do privilégio imunológico do folículo piloso e da ativação de mecanismos imunológicos mediados principalmente pela via Janus kinase/signal transducer and activator of transcription (JAK/STAT). O presente estudo teve como objetivo analisar as evidências científicas acerca da imunopatogênese da alopecia areata e das terapias emergentes disponíveis para seu tratamento, por meio de uma revisão integrativa da literatura. A busca foi realizada na base de dados PubMed utilizando descritores MeSH relacionados à alopecia areata, autoimunidade, folículo piloso, imunopatologia e terapias medicamentosas, sendo selecionados nove estudos após a aplicação dos critérios de elegibilidade. Os estudos demonstraram que a perda do privilégio imunológico do folículo piloso e a ativação da via JAK/STAT desempenham papel central na fisiopatologia da doença. Entre as terapias emergentes, destacaram-se os inibidores de JAK, que apresentaram resultados promissores quanto à repilação capilar e ao controle da atividade inflamatória, além de novas estratégias envolvendo sistemas nanoestruturados para o direcionamento de fármacos e terapias celulares. Conclui-se que o avanço do conhecimento sobre os mecanismos imunológicos da alopecia areata tem possibilitado o desenvolvimento de abordagens terapêuticas mais específicas e eficazes, embora estudos adicionais sejam necessários para consolidar sua aplicação clínica e estabelecer protocolos terapêuticos de longo prazo.