Capítulo · Clínica Médica e Cirurgia - Ed. IV
TROMBOEMBOLISMO PULMONAR PÓS-OPERATÓRIO: REVISÃO DOS GUIDELINES E FISIOPATOLOGIA
- ISBN 978-65-6029-366-3
- DOI https://doi.org/10.59290/6359402220
- Ano 2026
- Palavras-chave Tromboembolismo Pulmonar; Tromboprofilaxia; Perioperatório
Resumo
O tromboembolismo venoso (TEV), que engloba a trombose venosa profunda e o tromboembolismo pulmonar (TEP), representa uma das principais causas preveníveis de morbimortalidade no período pós-operatório. Apesar dos avanços significativos nas estratégias profiláticas e do conhecimento consolidado sobre fatores de risco, o TEV permanece como complicação frequente e potencialmente fatal em pacientes cirúrgicos, especialmente naqueles submetidos a procedimentos de maior porte, cirurgias ortopédicas de grande porte, procedimentos oncológicos, cirurgias abdominopélvicas e neurocirurgias. A incidência de TEV sintomático no pós-operatório varia amplamente conforme o tipo de cirurgia e o perfil de risco do paciente. Este capítulo apresenta uma análise abrangente e atualizada do TEP pós-operatório, abordando sua fisiopatologia, fatores de risco, estratégias de prevenção baseadas em evidências e manejo clínico. São discutidos detalhadamente os mecanismos fisiopatológicos envolvidos no desenvolvimento do TEV no contexto cirúrgico, com ênfase na tríade de Virchow (hipercoagulabilidade, estase venosa e lesão endotelial). O capítulo explora o papel da resposta inflamatória sistêmica pós-operatória, caracterizada pela liberação de citocinas pró-inflamatórias, ativação plaquetária, aumento dos fatores de coagulação, formação de armadilhas extracelulares de neutrófilos e disfunção endotelial, que em conjunto criam um ambiente altamente protrombótico. Também são apresentados os principais fatores de risco para TEV pós-operatório, categorizados em fatores relacionados ao paciente e fatores relacionados ao procedimento cirúrgico. Na sequência, o capítulo apresenta uma revisão abrangente e atualizada dos principais guidelines internacionais para prevenção e manejo do TEP pós-operatório. São discutidas as estratégias de avaliação de risco utilizando escores validados, as indicações precisas para profilaxia mecânica (meias de compressão graduada, compressão pneumática intermitente) e farmacológica, os agentes anticoagulantes recomendados