Capítulo · Trauma, Cirurgia e Medicina Intensiva – Ed. XIII

INDICADORES DO SAMU E HOSPITALARES DE TRAUMA: EVOLUÇÃO OPERACIONAL ENTRE 2018 E 2022

  • ISBN 978-65-6029-377-9
  • DOI https://doi.org/10.59290/6291156702
  • Ano 2026
  • Palavras-chave Serviços Médicos de Emergência; Centros de Trauma; Indicadores de Serviços de Saúde

Resumo

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) desempenha papel essencial na assistência às vítimas de trauma, sendo seus indicadores operacionais amplamente utilizados para avaliação da eficiência do atendimento pré-hospitalar. A análise da evolução desses indicadores, associada aos desfechos hospitalares relacionados ao trauma, pode contribuir para a compreensão do desempenho da rede de urgência e emergência e subsidiar estratégias de qualificação da assistência. Este capítulo tem como objetivo analisar a evolução temporal dos indicadores operacionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e a sua relação com os indicadores hospitalares de internações por causas externas (trauma) em uma capital brasileira, no período de 2018 a 2022. A metodologia é baseada em um estudo ecológico, retrospectivo e descritivo, utilizando dados secundários do SAMU e do Sistema de Informações Hospitalares (SIH/SUS). Foram avaliados os componentes temporais do atendimento pré-hospitalar e variáveis hospitalares (internações, custos, permanência e óbitos). Como resultados, é válido ressaltar que foram registradas 76.511 ocorrências no SAMU, com pico em 2021 (22.453). Observou-se também uma redução global de 10,7% no tempo total médio das ocorrências, impulsionada pela diminuição acentuada no tempo de acionamento (64,4%) e no atendimento local (17,9%), embora o tempo de partida tenha aumentado 71,7%. No âmbito hospitalar, houve 62.608 internações por trauma, evidenciando uma redução gradual de 12,3% no volume absoluto. Em contrapartida, o valor médio por internação aumentou de R$ 2.006,91 para R$ 2.305,99, e a taxa de mortalidade hospitalar apresentou tendência crescente, elevando-se de 2,49% em 2018 para 2,88% em 2022 (com pico de 3,17% em 2021). Dessa forma, constatou-se um aprimoramento na eficiência operacional interna do pré-hospitalar; mas, por outro lado, verificou-se uma aparente dissociação entre a melhoria dos tempos de resposta do SAMU e os desfechos hospitalares. O aumento da mortalidade e dos custos sugere u