Capítulo · Saúde da Mulher - Epidemiologia, Intervenções, casos clínicos e políticas de saúde, Ed. XXX

Linfedema Pós-Esvaziamento Axilar no Câncer de Mama: Fatores de Risco, Estratégias de Prevenção e Abordagem Terapêutica Multidisciplinar

Resumo

Introdução: O câncer de mama representa um dos maiores desafios epidemiológicos da atualidade, sendo a neoplasia de maior incidência entre as mulheres mundialmente. Com o avanço das terapias oncológicas, como o rastreamento precoce e o refinamento das técnicas cirúrgicas e sistêmicas, houve um aumento significativo na sobrevida das pacientes. No entanto, esse sucesso terapêutico trouxe à tona a necessidade de manejar complicações crônicas decorrentes do tratamento. O linfedema pós-esvaziamento axilar (EA) destaca-se como uma das sequelas mais graves, caracterizando-se pelo acúmulo de fluido intersticial rico em proteínas devido à interrupção das vias linfáticas durante a abordagem cirúrgica ou radioterápica da axila. Objetivos: Analisar a fisiopatologia do linfedema pós-esvaziamento axilar, identificar os principais fatores de risco associados ao seu desenvolvimento e discutir as estratégias de prevenção e as abordagens terapêuticas multidisciplinares mais eficazes para o manejo desta condição. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa, fundamentada na análise crítica de artigos científicos, diretrizes oncológicas e estudos clínicos recentes. As bases de dados utilizadas foram PubMed/MEDLINE, BVS, SciELO, Portal de Periódicos da CAPES e Google Acadêmico. A estratégia de busca foi elaborada a partir da combinação de descritores em DeCs e MeSH, com a utilização dos operadores booleanos “AND” e “OR” para o cruzamento dos principais termos. Resultados: Os achados indicam que o risco de linfedema é multifatorial, sendo potencializado pelo número de linfonodos removidos, pela realização de radioterapia axilar adjuvante e por fatores intrínsecos à paciente, como o índice de massa corporal elevado (obesidade). Observou-se que a biópsia do linfonodo sentinela reduziu drasticamente a incidência da patologia, porém o esvaziamento axilar ainda é necessário em casos de doença avançada. No campo da prevenção, técnicas modernas como a microcirurgia linfática (LYMPHA) e o monitoramento por bioimpedância têm demonstrado