Capítulo · Endocrinologia e Medicina Estética Ed. XI

OBESIDADE: FISIOPATOLOGIA, DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO CLÍNICO ATUAL

Resumo

A obesidade é uma doença crônica, multifatorial, progressiva e de elevada relevância em saúde pública, associada a repercussões metabólicas, cardiovasculares, respiratórias, osteoarticulares, gastrointestinais, neuropsiquiátricas, reprodutivas e neoplásicas, além de importante impacto na qualidade de vida. Este capítulo será desenvolvido por meio de revisão bibliográfica narrativa, com o objetivo de abordar os principais aspectos relacionados à fisiopatologia, ao diagnóstico e ao tratamento clínico atual da obesidade.
Inicialmente, serão discutidos os mecanismos fisiopatológicos envolvidos na doença, incluindo desequilíbrio da homeostase energética, balanço energético positivo crônico, expansão disfuncional do tecido adiposo, adiposidade visceral, inflamação crônica de baixo grau, resistência à insulina e alterações neuroendócrinas relacionadas ao controle da fome, saciedade e gasto energético. Também serão abordados fatores genéticos, epigenéticos, hormonais, metabólicos, psicológicos, ambientais e relacionados à microbiota intestinal, destacando a obesidade como condição sistêmica complexa resultante da interação entre susceptibilidade biológica e ambiente obesogênico.
Em seguida, o capítulo apresentará as principais manifestações clínicas associadas à obesidade e os critérios diagnósticos atualmente utilizados. Serão discutidos o uso do índice de massa corporal, suas limitações, a necessidade de confirmação do excesso de adiposidade por outros critérios antropométricos ou métodos de avaliação da composição corporal, além da importância da análise individualizada do risco, das comorbidades associadas e da presença de sinais, sintomas ou limitações funcionais.
Por fim, será abordado o tratamento clínico atual da obesidade, considerando seu caráter crônico, progressivo e recidivante. O manejo será apresentado de forma integrada e individualizada, incluindo mudanças no estilo de vida, terapia comportamental, acompanhamento longitudinal, farmacoterapia e, em casos selecionados, cirurgia bariátrica. Dessa forma,