Capítulo · Cardiologia – Teoria e Prática Ed. XXIV

Takotsubo: onde estamos em 2025?

Resumo

Introdução:
A Síndrome de Takotsubo (STK), também conhecida como Cardiomiopatia Induzida por Estresse ou Síndrome do Coração Partido, é uma condição cardíaca aguda caracterizada por disfunção sistólica ventricular esquerda transitória (1). Essa, pode mimetizar um infarto agudo do miocárdio na ausência de doença coronariana obstrutiva, devido aos seus sinais e sintomas semelhantes como: dor torácica, dispneia, alterações do segmento ST e elevação de biomarcadores cardíacos, apesar da angiografia coronariana não revelar lesão aterotrombótica (1,3). Desde sua descrição inicial, o entendimento sobre sua fisiopatologia, diagnóstico e prognóstico evoluiu significativamente. O objetivo desta revisão é consolidar o conhecimento mais recente sobre a STK (até 2025), abrangendo fisiopatologia, diagnóstico e condutas clínicas.

Metodologia:
Conduziu-se uma revisão integrativa de literatura com base na análise de artigos científicos publicados em inglês e português, obtidos nas bases de dados especializadas PubMed, American Heart Association (AHA), American College of Cardiology (ACC) e Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). As palavras-chave utilizadas na busca foram: “Síndrome de Takotsubo” OR “Cardiomiopatia de Takotsubo” OR “Cardiomiopatia Induzida por Estresse” OR “Síndrome do Coração Partido” (e seus respectivos termos em inglês: “Takotsubo Syndrome” OR “Takotsubo Cardiomyopathy” OR “Stress-Induced Cardiomyopathy” OR “Broken Heart Syndrome”).

Resultados:
A Síndrome de Takotsubo (ST) representa uma cardiomiopatia de estresse clinicamente relevante, responsável por 2% a 3% das Síndromes Coronárias Agudas (SCA) suspeitas (1,2). Achava-se que se tratava de uma condição rara e benigna, porém, atualmente é tratada como uma entidade clínica multifacetada e complexa (4). Os achados recentes confirmam que o perfil clássico é a mulher pós-menopausa (80% dos casos); porém, observa-se uma tendência para pacientes mais velhos, ocorrendo uma mudança no perfil demografico, em que a idade média dos pacientes aumentou de