Capítulo · Pesquisa e Ações em Saúde Pública - Ed. XXVI
A Hepatite E Como Doença De Transmissão Hídrica E Alimentar (Dtha) E Zoonose Emergente: Revisão De Literatura
- ISBN 978-65-6029-314-4
- DOI https://doi.org/10.59290/5029924011
- Ano 2026
- Palavras-chave Saúde Pública; Vírus; Doença Negligenciada.
Resumo
INTRODUÇÃO: A hepatite E é uma enfermidade viral causada pelo vírus HEV, que possui transmissão predominantemente fecal-oral, já associado a surtos em regiões sem saneamento básico. Porém, nos últimos anos, sua importância como zoonose emergente tem crescido, especialmente com a identificação de genótipos de HEV em animais de produção, como suínos, e consequentemente sua introdução na cadeia alimentar. A transmissão alimentar do HEV, principalmente por meio do consumo de carne suína crua ou mal cozida ou produtos embutidos contaminados, representa um risco pouco discutido na saúde pública brasileira, apesar da crescente quantidade de trabalhos científicos demonstrando a presença do vírus em produtos comercializados. OBJETIVO: Identificar a relação entre hepatite E e o consumo de alimentos de origem animal, bem como suas implicações na saúde pública. MÉTODOS: Trata-se de uma revisão bibliográfica para a qual foram utilizados os sites de busca de trabalhos científicos PUBMED, SciELO e Periódicos CAPES. Foram incluídas publicações que abordassem diretamente a relação entre o HEV, o consumo de alimentos de origem animal e suas implicações para a saúde pública, em português ou inglês. Excluíram-se artigos que não tratavam especificamente da transmissão alimentar do HEV ou que não abordavam aspectos relacionados à vigilância sanitária e segurança dos alimentos. De 302 publicações encontradas, 50 foram selecionadas para avaliação com base em título e resumo. Após leitura completa, 12 estudos foram incluídos na revisão por apresentarem relevância direta ao tema. RESULTADOS: Os estudos analisados indicam ampla distribuição do HEV em populações suínas, com soroprevalência variando de 10% a 90% no Brasil, e até 70% em países europeus. A transmissão por alimentos está associada ao consumo de carne suína mal cozida, fígado cru e embutidos contaminados. Em humanos, a soroprevalência varia de 2% a 20%, sendo maior em trabalhadores da cadeia suinícola. Métodos convencionais de cocção geralmente inativam o vírus, embora cargas el