Capítulo · Imunologia & Doenças Infecciosas e Parasitárias - Ed IX
Candida auris: vigilância, prevenção e manejo terapêutico frente à resistência emergente
- ISBN 978-65-6029-315-1
- DOI https://doi.org/10.59290/5020619424
- Ano 2026
- Palavras-chave Candida auris; Prevenção; Terapia
Resumo
Introdução: Candida auris (C. auris) é uma levedura oportunista emergente multirresistente, identificado pela primeira vez em 2009, que representa uma ameaça crescente à saúde pública devido à sua alta capacidade de disseminação em ambientes hospitalares e à resistência a múltiplas classes de antifúngicos. Casos e surtos têm sido relatados globalmente, inclusive no Brasil desde 2020, exigindo vigilância contínua e estratégias terapêuticas eficazes.. Objetivo: Analisar as evidências científicas sobre a emergência de C. auris como agente multirresistente, com foco em sua epidemiologia, mecanismos de resistência, diagnóstico e estratégias de vigilância e manejo terapêutico. Materiais e Métodos: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, que permite reunir estudos, possibilitando uma compreensão abrangente do fenômeno. A busca foi conduzida nas bases PubMed, SciELO, LILACS, Scopus, OMS e Ministério da Saúde, abrangendo o período de 2010 a 2025. Utilizaram-se descritores controlados e termos livres, como “Candida auris”, “antifungal agents”, “drug resistance”, “surveillance” e “epidemiology”, combinados pelos operadores AND e OR. Foram incluídos estudos originais, revisões sistemáticas e narrativas, diretrizes clínicas e documentos técnicos em português e inglês, e excluídos editoriais, cartas e resumos de congresso. Os dados foram analisados de forma crítica e organizados em categorias temáticas: epidemiologia, resistência antifúngica, vigilância e manejo terapêutico.. Resultados: Foram selecionados seis estudos que revelam um aumento global de surtos hospitalares causados por C. auris, com taxa média de mortalidade em torno de 40%. O patógeno apresenta múltiplos mecanismos de resistência, incluindo mutações nos genes ERG11 e FKS1, expressão de bombas de efluxo e formação de biofilmes, dificultando o tratamento e o controle ambiental. As equinocandinas permanecem como primeira linha terapêutica, embora casos de resistência tenham sido relatados. Estudos destacam a necessidade de diagnóstico rápido e preciso —