Capítulo · Imunologia & Doenças Infecciosas e Parasitárias - Ed. XII
EFICÁCIA IN VITRO DE ÓLEOS VEGETAIS E BEAUVERIA BASSIANA SOBRE HELMINTOS GASTRINTESTINAIS DE CAPRINOS
- ISBN 978-65-6029-356-4
- DOI https://doi.org/10.59290/5019010744
- Ano 2026
- Palavras-chave Óleos Vegetais; Beauveria bassiana; Helmintos Gastrintestinais
Resumo
O uso frequente e muitas vezes indiscriminado de anti-helmínticos acelera a seleção de cepas de parasitos resistentes, além de promover contaminação ambiental e risco à saúde pública devido aos resíduos na carne, leite e excrementos dos animais. Diante disso, são necessários métodos inovadores, como o uso de controle biológico. Assim, este estudo teve como objetivos investigar a eficácia de diferentes formulações de óleos vegetais e do fungo Beauveria bassiana sobre estágios imaturos de nematoides gastrintestinais em caprinos. Para tanto, amostras fecais foram coletadas diretamente da ampola retal dos caprinos e analisadas utilizando a técnica de McMaster, selecionando aquelas com contagem superior a 200 ovos/ g de fezes para os ensaios. Alíquotas de 2g de fezes foram colocadas em copos de acrílico e tratadas com 2 mL dos controles e/ou tratamentos, conforme segue: água e Tween 80 a 3% + óleo de soja (OS) 10%; água e Tween 80 a 3% + óleo de milho (OM) 10%; água e Tween 80 a 3% + óleo de girassol (OG) 10%; água e Tween 80 a 3%; água + 1,0x108 conídios de B. bassiana + Tween 80 a 3%; OS 10% + 1,4x108 conídios de B. bassiana + Tween 80 a 3%; OM 10% + 1,4x108 conídios de B. bassiana + Tween 80 a 3%; OG 10% + 1,4x108 conídios de B. bassiana + Tween 80 a 3%, sendo cada grupo composto por seis unidades experimentais. Após 10 minutos, adicionou-se 2g de maravalha em cada unidade e fez-se a homogeneização. Em seguida, as amostras foram incubadas à temperatura ambiente por 10 dias. Decorrido esse período, as larvas foram recuperadas, quantificadas e identificadas ao microscópio óptico. Para avaliar a eficácia dos tratamentos, calculou-se o percentual de redução de larvas pela fórmula: número de larvas no grupo controle menos o número de larvas no grupo tratado, dividido pelo número de larvas no grupo controle, multiplicado por 100. Os dados foram submetidos à análise de variância (ANOVA), seguida pelo teste de Tukey, com nível de significância de 5%. A quantificação das larvas apresentou os seguintes resultados: controle á