Capítulo · Oncologia e Hematologia - Ed. XVII
Câncer De Endométrio E Síndrome Metabólica
- ISBN 978-65-6029-332-8
- DOI https://doi.org/10.59290/4126109820
- Ano 2026
- Palavras-chave Câncer de Endométrio; Síndrome Metabólica; Revisão de Bibliografia.
Resumo
O câncer de endométrio é uma neoplasia ginecológica frequente e apresenta forte relação com fatores hormonais e metabólicos. Diversos estudos demonstram que a síndrome metabólica – caracterizada por obesidade central, resistência à insulina, diabetes mellitus tipo 2, dislipidemia e hipertensão arterial – constitui um dos principais contextos clínicos associados ao desenvolvimento dessa doença, especialmente do câncer de endométrio tipo I. O reconhecimento dessa associação é fundamental, pois esses distúrbios promovem estado de hiperestrogenismo relativo e inflamação crônica de baixo grau, favorecendo alterações proliferativas e malignização do tecido endometrial. Clinicamente, mulheres com síndrome metabólica apresentam maior risco de sangramento pós-menopausa e de diagnóstico em estágios mais avançados, além de piores desfechos cirúrgicos e maior taxa de complicações. No manejo do câncer de endométrio, a presença de comorbidades metabólicas exige abordagem individualizada e multidisciplinar, envolvendo controle rigoroso do peso, otimização glicêmica e cardiovascular e planejamento terapêutico adequado ao risco clínico. Do ponto de vista preventivo, intervenções sobre estilo de vida e tratamento dos componentes da síndrome metabólica podem reduzir significativamente a incidência da neoplasia. Assim, compreender o impacto dos fatores metabólicos na fisiopatologia e na condução clínica é indispensável para uma atenção integral à saúde da mulher. Para a elaboração deste capítulo, serão consultadas as bases de dados SciELO, PubMed, LILACS e UpToDate, priorizando estudos publicados a partir de 2020.