Capítulo · Oncologia e Hematologia - Ed. XIX
Toxicidade das Combinações Imunoterápicas na Oncologia: Uma Revisão Sistemática de Metanálises (2020-2026)
- ISBN 978-65-6029-354-0
- DOI https://doi.org/10.59290/3630622095
- Ano 2026
- Palavras-chave Imunoterapia; Toxicidade; Metanálise; Segurança do Paciente; Inibidores de Checkpoint.
Resumo
A transição da monoterapia com inibidores de checkpoint (ICIs) para regimes combinados redefiniu o tratamento oncológico, oferecendo ganhos inéditos de sobrevida, mas impondo desafios de segurança complexos. Este capítulo sintetiza evidências de metanálises (2020-2026) sobre o perfil de toxicidade de novas combinações, incluindo bloqueio duplo (anti-PD-1/CTLA-4), quimioimunoterapia e associações com conjugados anticorpo-fármaco (ADCs). Esta revisão analisou dados de bases como PubMed e sistemas de farmacovigilância.
Os achados indicam que regimes combinados elevam significativamente a incidência de eventos adversos imuno-relacionados (irAEs) de grau maior ou igual a 3, com manifestações multissistêmicas ocorrendo em até 40% dos casos. O bloqueio duplo destaca-se pelo risco triplicado de toxicidades neurológicas e cardíacas graves, enquanto as combinações com ADCs apresentam toxicidade pulmonar acentuada por sinergia inflamatória. Além disso, estima-se que 40% das toxicidades persistam de forma crônica. Conclui-se que a complexidade desses regimes exige uma seleção criteriosa de pacientes e vigilância multidisciplinar prolongada, visando equilibrar o benefício clínico com a integridade funcional e qualidade de vida do paciente oncológico.