Capítulo · Oncologia e Hematologia - Ed. XIX
Terapias CAR-T e anticorpos biespecíficos em neoplasias hematológicas: avanços e implicações clínicas.
- ISBN 978-65-6029-354-0
- DOI https://doi.org/10.59290/3104910221
- Ano 2026
- Palavras-chave Hematologia; Células CAR-T; Anticorpos Biespecíficos
Resumo
A terapia com células CAR-T alcançou altas taxas de remissão em pacientes refratários a múltiplas linhas de tratamento, como leucemias agudas, linfomas agressivos e mieloma múltiplo, frequentemente superiores às terapias convencionais. Em muitos estudos, mais de 50–70% dos pacientes obtiveram resposta global, com uma fração significativa alcançando resposta completa duradoura. Ademais, anticorpos biespecíficos T-célula engajantes mostraram eficácia relevante e permitem administração subcutânea repetida. Ambos os recursos terapêuticos têm ampliado o arsenal contra neoplasias hematológicas avançadas, incluindo novos alvos (CD22, FCRH5, etc.) e combinações emergentes.
Este trabalho será construido a partir de uma revisão da literatura, por meio de pesquisas nas bases de dados Pubmed, Scielo, Medline, Lilacs e ScienceDirect durante o mês de Abril de 2026. Serão selecionados artigos com os seguintes critérios de inclusão: artigos publicados em português, inglês e espanhol, com delimitação temporal para publicação entre os anos de 2019 e 2026, priorizando ensaios clínicos e diretrizes relevantes.
Serão discutidos os progressos recentes com células CAR-T e anticorpos biespecíficos, destacando eficácia, indicações, taxas de resposta e durabilidade, além dos perfis de toxicidade (incluindo síndrome de liberação de citocinas – SRI – e neurotoxicidade) e suas estratégias de manejo. Abordaremos também a implementação ambulatorial dessas terapias, dados do mundo real, custo/acesso, biomarcadores e sequenciamento terapêutico, culminando em recomendações práticas para a rotina clínica.
Quanto aos perfis de toxicidade, são característicos SRI (febre, hipotensão, hipoxemia) e neurotoxicidade (confusão, convulsão), embora geralmente transitórios. Os protocolos padronizados (ASTCT/NCCN/SITC) orientam a estratificação da gravidade e o tratamento precoce – por exemplo, uso de tocilizumabe (anti-IL-6) e corticosteróides para SRI grave, e cuidados de suporte neurológico para neurotoxicidade. Na prática clínica diária, recomenda-se s