Capítulo · Saúde da Mulher - Ed. XXVIII

Benefícios Do Aleitamento Materno Para A Saúde Da Mulher: Uma Revisão De Literatura

Resumo

O aleitamento materno consiste na oferta do leite produzido pela mulher ao recém-nascido e é reconhecido como o padrão-ouro de alimentação infantil, sendo amplamente recomendado pelo Ministério da Saúde, que preconiza o aleitamento materno exclusivo até os 6 meses de vida e sua manutenção, de forma complementar, até os 2 anos ou mais. Embora os benefícios para o bebê sejam amplamente difundidos, incluindo proteção imunológica e redução da morbimortalidade infantil, os efeitos positivos dessa prática para a saúde da mulher ainda demandam maior visibilidade científica e social. No período pós-parto, a amamentação exerce papel relevante na prevenção de agravos maternos, como a hemorragia pós-parto — uma das principais causas de mortalidade materna —, uma vez que a sucção mamária favorece a liberação de ocitocina e a consequente contração uterina. Diante disso, torna-se fundamental o incentivo precoce à amamentação, desde o pré-natal até as primeiras horas após o parto, com destaque para a atuação da enfermagem nesse processo. Assim, este estudo teve como objetivo analisar, a partir da literatura científica, os benefícios do aleitamento materno para a saúde da mulher no período pós-parto. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada nas bases de dados da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e Scientific Electronic Library Online (SciELO). A questão norteadora foi: “Quais são os benefícios do aleitamento materno para a saúde da mulher no pós-parto?”. Para a formulação da estratégia de busca, utilizou-se o modelo PICo, em que a população corresponde às mulheres; a intervenção, ao aleitamento materno e o contexto, ao período pós-parto. Os descritores foram selecionados a partir do DeCS, incluindo: “Saúde da Mulher”, “Período Pós-Parto”, “Puérperas”, “Puerpério”, “Aleitamento Materno” e “Amamentação”, bem como seus sinônimos. Adotaram-se como critérios de inclusão estudos disponíveis na íntegra, em língua portuguesa e publicados entre 2020 e 2025 e como critérios de exclusão publicações duplicadas ou que não