Capítulo · Trauma, Cirurgia e Medicina Intensiva – Ed. XII
TRAUMA PÉLVICO GRAVE: ESTRATÉGIAS PARA O CONTROLE DA HEMORRAGIA
- ISBN 978-65-6029-334-2
- DOI https://doi.org/10.59290/2793590211
- Ano 2026
- Palavras-chave Hemorragia Pélvica; Trauma Pélvico Grave; Controle de Dano
Resumo
Introdução: O trauma pélvico grave representa um importante desafio no manejo do paciente politraumatizado, estando frequentemente associado a elevadas taxas de mortalidade. As fraturas do anel pélvico geralmente resultam de mecanismos de alto impacto, como colisões automobilísticas, podendo ocasionar hemorragia significativa no espaço retroperitoneal. Esse sangramento constitui uma das principais causas de morte precoce em pacientes com trauma grave. A hemorragia associada às fraturas pélvicas tem origem predominantemente venosa, principalmente a partir do plexo venoso pré-sacral e das superfícies ósseas fraturadas. Em menor proporção, podem ocorrer lesões arteriais, geralmente envolvendo ramos da artéria ilíaca interna, sendo fundamental compreender essas diferentes fontes de sangramento para orientar as estratégias terapêuticas. Objetivo: Analisar as principais estratégias utilizadas no controle da hemorragia em pacientes com fraturas pélvicas no contexto do trauma grave. Metodologia: Trata-se de uma revisão da literatura com pesquisa realizada na base de dados PubMed, sendo analisados artigos publicados na língua inglesa, divulgados a partir de 2020. Foram utilizados os descritores em ciências da saúde (DeCS) “hemorrhage in pelvic fracture”, “pelvic trauma” e “pelvic bleeding”. Assim, foram encontrados 37 artigos e selecionados 5 para análise. Discussão: O manejo inicial segue os princípios do atendimento sistematizado ao trauma, com rápida identificação da instabilidade hemodinâmica e início imediato da ressuscitação hemostática. A reposição precoce de hemoderivados em proporções equilibradas desempenha papel importante na prevenção da coagulopatia induzida pelo trauma e na redução da mortalidade. Paralelamente, deve-se realizar a avaliação de outras possíveis fontes de sangramento, visto que pacientes com fraturas pélvicas frequentemente apresentam lesões associadas em diferentes compartimentos corporais. Uma das primeiras medidas específicas no manejo dessas lesões é a estabilização mecânica da pelve. A ut