Capítulo · Gastroenterologia e Hepatologia - Ed. XIV
Diferenças na clínica e no manejo de pancreatite crônica e aguda
- ISBN 978-65-6029-323-6
- DOI https://doi.org/10.59290/2501126912
- Ano 2026
- Palavras-chave Pancreatite Aguda; Pancreatite Crônica; Revisão de Bibliografia
Resumo
A pancreatite compreende um espectro de doenças inflamatórias do pâncreas que se apresentam de forma aguda ou crônica, com diferenças significativas quanto à fisiopatologia, manifestação clínica, evolução e manejo terapêutico. A pancreatite aguda caracteriza-se por inflamação súbita do pâncreas, geralmente desencadeada por litíase biliar ou etilismo, podendo variar desde quadros leves e autolimitados até formas graves associadas à falência orgânica e alta mortalidade. Já a pancreatite crônica resulta de inflamação persistente e progressiva, levando à fibrose pancreática irreversível, com comprometimento das funções exócrina e endócrina. O reconhecimento precoce das diferenças clínicas entre essas entidades é fundamental para o manejo adequado e a prevenção de complicações. Clinicamente, a pancreatite aguda manifesta-se tipicamente com dor abdominal intensa de início súbito, elevação de amilase e lipase séricas e resposta inflamatória sistêmica, enquanto a pancreatite crônica apresenta dor abdominal recorrente ou persistente, perda ponderal, esteatorreia e diabetes mellitus. O manejo da pancreatite aguda é predominantemente suporte, incluindo hidratação vigorosa, analgesia, suporte nutricional e tratamento da causa subjacente, com intervenções específicas reservadas para complicações. Em contraste, o tratamento da pancreatite crônica exige abordagem multidisciplinar, focada no controle da dor, reposição de enzimas pancreáticas, manejo nutricional, controle metabólico e, em casos selecionados, intervenções endoscópicas ou cirúrgicas. Para a elaboração deste capítulo, serão consultadas as bases de dados SciELO, PubMed, LILACS e UpToDate, priorizando estudos publicados a partir de 2020.