Capítulo · Oftalmologia e Otorrinolaringologia – Ed. X
INOVAÇÕES EM BIOELETRÔNICA APLICADA À RETINA: IMPLANTES, PRÓTESES VISUAIS E NOVAS DA ESTRATÉGIAS PARA A RESTAURAÇÃO DA VISÃO
- ISBN 978-65-6029-375-5
- DOI https://doi.org/10.59290/2260131091
- Ano 2026
- Palavras-chave Bioeletrônica; Retina; Próteses Visuais
Resumo
As doenças retinianas degenerativas constituem importante causa de comprometimento visual e cegueira, especialmente em condições como retinose pigmentar e degenerações maculares, nas quais a perda progressiva de fotorreceptores pode resultar em redução significativa da função visual. Diante das limitações das abordagens terapêuticas convencionais em determinados estágios dessas doenças, os implantes e dispositivos bioeletrônicos vêm emergindo como estratégias inovadoras capazes de estabelecer interfaces entre sistemas eletrônicos e estruturas neurais da retina, buscando estimular circuitos visuais remanescentes e promover recuperação funcional parcial da visão. O presente capítulo tem como objetivo revisar os avanços tecnológicos relacionados aos implantes e dispositivos bioeletrônicos aplicados às doenças retinianas, abordando seus mecanismos de ação, principais aplicações clínicas, benefícios, limitações e perspectivas futuras. Será realizada revisão bibliográfica da literatura científica disponível, contemplando estudos clínicos, estudos experimentais e revisões relevantes sobre próteses retinianas, implantes sub-retinianos e epirretinianos, sistemas de estimulação elétrica e interfaces bioeletrônicas destinadas à restauração da função visual. Serão analisados aspectos relacionados à seleção dos pacientes, princípios de funcionamento, integração entre os dispositivos e os circuitos neurais da retina, segurança, resultados funcionais e desafios associados à implantação e à manutenção desses sistemas. A literatura demonstra avanços progressivos no desenvolvimento de tecnologias capazes de estimular seletivamente estruturas retinianas e vias visuais residuais, embora a recuperação visual permaneça limitada e heterogênea entre os pacientes. Entre os principais desafios destacam-se a biocompatibilidade, estabilidade dos implantes, resolução espacial da estimulação, complexidade cirúrgica, adaptação neural e necessidade de aprimoramento dos sistemas de processamento e transmissão dos estímulos visuais. Nesse context