Capítulo · Cardiologia – Teoria e Prática Ed. XXV
Hipertensão arterial sistêmica: diagnóstico, tratamento e diretrizes atuais
- ISBN 978-65-6029-330-4
- DOI https://doi.org/10.59290/2252021029
- Ano 2026
- Palavras-chave Hipertensão, Cardiologia, Medicina
Resumo
Introdução: A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é um dos principais fatores de risco para morbimortalidade cardiovascular no mundo, exigindo diagnóstico precoce e manejo eficaz. A compreensão dos mecanismos envolvidos, assim como dos fatores que influenciam a resposta terapêutica, tem ampliado o interesse na otimização do manejo clínico. Entretanto, questões sobre efetividade a longo prazo, variações individuais no tratamento e impacto real das intervenções continuam motivando novas análises e sínteses da literatura.
Objetivos: O objetivo deste estudo é sintetizar evidências recentes sobre diagnóstico, tratamento e recomendações das diretrizes atuais.
Métodos: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, baseada na Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial - 2025 sobre diagnóstico, estratificação de risco e tratamento da hipertensão arterial sistêmica. Foram incluídos documentos de sociedades científicas, revisões e ensaios clínicos relevantes, priorizando evidências com aplicabilidade clínica. A síntese teve como foco medidas não farmacológicas, tratamento medicamentoso e metas terapêuticas, com ênfase no manejo atual da HAS.
Resultados: Observou-se que as diretrizes atuais preconizam um manejo mais proativo da hipertensão. As principais tendências identificadas foram um diagnóstico mais precoce (com a reclassificação da pré-hipertensão), metas de pressão arterial mais rigorosas e um tratamento inicial mais intensivo, incluindo a terapia combinada desde o estágio 1. A estratificação de risco foi refinada, e a integração das medidas não farmacológicas permanece como pilar central do tratamento.
Conclusão: A hipertensão arterial sistêmica permanece como um importante desafio de saúde pública, exigindo abordagem diagnóstica precisa, estratificação adequada do risco cardiovascular e tratamento individualizado. As diretrizes atuais reforçam a necessidade de integrar medidas não farmacológicas e terapias medicamentosas baseadas em evidências, com definição de metas pressóricas ajustadas às característica