Capítulo · Cardiologia – Teoria e Prática Ed. XXV Volume 2
Hipertensão Arterial Sistêmica: Prevenção, Monitorização E Tratamento
- ISBN 978-65-6029-331-1
- DOI https://doi.org/10.59290/2252012020
- Ano 2026
- Palavras-chave Hipertensão Arterial Sistêmica; Prevenção; Atenção Primária à Saúde
Resumo
A hipertensão arterial sistêmica (HAS) trata-se de uma condição crônica de etiologia multifatorial, onde
Sístole com ≥ 140 mmHg e Diástole com ≥ 90 mmHg. Essa elevação crônica da pressão arterial pode estar
relacionada a diferentes fatores, incluindo condições genéticas e variáveis socioeconômicas, e está
relacionada ao aumento no risco de doenças cardiovasculares, acidente vascular cerebral (AVC),
insuficiência renal e mortalidade prematura. Os mecanismos fisiopatológicos da HAS são diversos e
incluem um aumento da ativação do sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA) e, uma
hiperatividade do sistema nervoso autônomo simpático, o que leva ao remodelamento cardíaco e vascular,
disfunção endotelial e inflamação crônica.
O risco de desenvolvimento de HAS aumenta exponencialmente com a idade devido a rigidez
vascular ligada a factores como obesidade, sedentarismo e genética. Fatores socioeconômicos
como baixa escolaridade, moradia precária e desemprego estão associados ao risco de
desenvolvimento de HAS, pois influenciam hábitos e o acesso aos cuidados à saúde. Além disso,
fatores psicossociais, como o estresse crônico, ansiedade e depressão são gatilhos importantes
para a HAS pois ativam sistemas neuro-humorais que causam vasoconstrição, disfunção
vascular e consequentemente, aumento da pressão arterial. A gestação também é um fator de
risco importante devido à produção moléculas angiogênicas durante o processo gestacional.
O diagnóstico da HAS é feito por medidas repetidas e padronizadas da pressão arterial,
realizadas em diferentes ocasiões. Métodos complementares, como o MAPA (de monitorização
ambulatorial) e o MRPA (de medição residencial), são fundamentais para identificar hipertensão
do avental branco, hipertensão mascarada e avaliar o controle pressórico ao longo do dia. A
abordagem clínica vai muito além dos valores pressóricos isolados, é importante considerar o
risco cardiovascular global, a presença de lesão de órgãos-alvo e de comorbidades associadas,
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