Capítulo · Pesquisa e Ações em Saúde Pública - Ed. XXVI

Potencial Fitoterápico Da Dysphania Ambrosioides Como Auxílio No Tratamento Da Osteoartrite Em Pacientes Com Idades Acima Dos 60 Anos

Resumo

O presente trabalho de revisão sistemática teve como escopo analisar o potencial fitoterápico da Dysphania ambrosioides, popularmente conhecida como erva-de-santa-maria ou mastruz, no manejo da osteoartrite (OA) para que possa ser utilizada como uma possível alternativa fitoterápica em indivíduos com idade superior a 60 anos. A relevância desta investigação reside na alta prevalência da OA na população idosa, uma doença articular degenerativa que compromete significativamente a qualidade de vida e a funcionalidade. Para a consecução do objetivo, a metodologia empregada seguiu as diretrizes do guideline PRISMA, utilizando o acrônimo PICO para estruturar a questão norteadora. As buscas bibliográficas foram conduzidas nas bases de dados PubMed, Lilacs e Google Acadêmico, abrangendo publicações no período de 2015 a 2025. Após a aplicação de critérios de elegibilidade rigorosos, obteve-se uma amostra final de seis artigos para análise. Os resultados obtidos indicaram que o extrato e os compostos bioativos da D. ambrosioides, notadamente o ascaridol e frações ricas em flavonoides, terpenos e saponinas, manifestam um notável potencial anti-inflamatório e analgésico. Evidências pré-clínicas e etnofarmacobotânicas sugerem sua capacidade de reduzir a dor, aprimorar a função locomotora em modelos experimentais e inibir mediadores inflamatórios como óxido nítrico e TNF-α. Contudo, o estudo ressalta a importância da cautela, destacando eventos adversos significativos, como lesões hepáticas, renais e danos ao Sistema Nervoso Central, associados ao uso em dosagens elevadas ou por períodos prolongados. Em suma, a D. ambrosioides configura-se como uma promissora opção terapêutica complementar. A abordagem do tema culmina na identificação de lacunas de conhecimento e na imperiosa necessidade de futuras pesquisas. O foco prospectivo deve ser a determinação de doses seguras e eficazes, a completa elucidação de seus mecanismos de ação e o estabelecimento de um protocolo de uso racional e monitorado, visando maximizar os benefícios de