Capítulo · Gastroenterologia e Hepatologia - Ed. XI
Doença do refluxo gastroesofágico: fisiopatologia, diagnóstico e tratamento
- ISBN 978-65-6029-267-3
- DOI https://doi.org/10.59290/2223704010
- Ano 2025
- Palavras-chave DRGE; Fisiopatologia; Tratamento.
Resumo
INTRODUÇÃO
Neste capítulo, será abordada a Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE), uma afecção crônica caracterizada pelo fluxo retrógrado do conteúdo gastroduodenal para o esôfago e/ou órgãos adjacentes, com ou sem regurgitação, conforme definição do Conselho Brasileiro da Doença do Refluxo Gastroesofágico (CBDRGE). Trata-se de uma condição com manifestações clínicas de espectros variados — sendo a pirose (azia) e a regurgitação ácida as mais frequentes. Os sinais e sintomas podem ser esofagianos e/ou extraesofagianos, associados ou não a lesões teciduais, tendo origem em causas anatômicas ou funcionais.
A DRGE pode ser classificada em primária e secundária. A forma primária é caracterizada pelo surgimento dos sintomas antes do desenvolvimento de complicações, como esofagite de refluxo, estenose esofágica, esôfago de Barrett, apneia, desnutrição, entre outras. Já a forma secundária decorre de doenças pré-existentes ou de alterações estruturais e funcionais do trato digestório. Além dos aspectos fisiopatológicos, a DRGE também pode ser desencadeada por fatores emocionais, como traumas e situações de estresse ou nervosismo.
Através da exploração detalhada dos tópicos abordados, busca-se oferecer uma base sólida sobre uma das doenças mais prevalentes no mundo ocidental. No Brasil, a Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) acomete aproximadamente 12% da população, estando associada a fatores como hábitos alimentares inadequados e obesidade. Trata-se de uma condição que impõe elevados custos econômicos, tanto em termos de diagnóstico e exames quanto no tratamento clínico.Determinados grupos populacionais apresentam maior suscetibilidade ao desenvolvimento da DRGE, com maior prevalência observada em indivíduos do sexo masculino, pessoas com sobrepeso ou obesidade e em faixas etárias mais avançadas (Fashner et al., 2020). Ademais, fatores como tabagismo, sedentarismo, ansiedade e depressão têm sido fortemente associados ao aumento do risco da doença (Katzka & Kahrilas, 2020).
Os dados supracitados evidenciam,