Capítulo · Imunologia & Doenças Infecciosas e Parasitárias - Ed IX
HIV e AIDS: mecanismos imunológicos e patogênese
- ISBN 978-65-6029-315-1
- DOI https://doi.org/10.59290/2221891027
- Ano 2026
- Palavras-chave HIV; AIDS; Patogênese
Resumo
INTRODUÇÃO O vírus da imunodeficiência humana (HIV) é um modelo clássico de infecção crônica, caracterizado pela destruição progressiva dos linfócitos T CD4⁺ e consequente comprometimento do sistema imunológico, levando ao desenvolvimento da síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS). Sua patogênese resulta da interação entre vírus e hospedeiro, envolvendo infecção direta de células imunes, ativação e morte celular, evasão imunológica e inflamação crônica. Esses mecanismos promovem disfunção imune generalizada e perpetuam o ciclo de destruição celular e ativação persistente, elementos centrais na progressão da infecção e nas manifestações clínicas da doença.
OBJETIVO O objetivo é analisar a interação do HIV com o sistema imunológico humano, levando à destruição dos linfócitos T CD4⁺ e ao desenvolvimento da AIDS, ressaltando os principais mecanismos imunológicos e a importância do diagnóstico precoce para o manejo adequado da doença.
MÉTODOS O presente estudo consiste em uma revisão de literatura de caráter qualitativo, cujo objetivo é analisar e sintetizar os mecanismos imunológicos e patogênicos do HIV e da AIDS. A coleta de dados foi realizada nas bases de dados Google Scholar, Web of Science, Ministério da Saúde (Governo Federal do Brasil), EBSCO e Periódicos da CAPES, sendo selecionada pela sua relevância para a temática. Os comandos booleanos utilizados foram “Patogenia” AND “HIV” OR “AIDS” e seus equivalentes em inglês. O trabalho incluiu artigos disponíveis na íntegra, em português ou inglês e exclui aqueles duplicados ou sem relação direta com o tema.
RESULTADOS A infecção pelo HIV leva à destruição progressiva dos linfócitos T CD4⁺ por mecanismos combinados de replicação viral, apoptose e inflamação crônica. Observa-se comprometimento precoce do tecido linfóide intestinal, favorecendo a translocação microbiana e a ativação imune persistente, fatores-chave na deterioração imunológica. A ativação contínua resulta em exaustão de células T e manutenção de reservatórios virais, o que contribui para a ev