Capítulo · Pesquisa e Ações em Saúde Pública - Ed. XXVI
Iatrogenia Medicamentosa Em Idosos: Fatores De Risco E Prevenção
- ISBN 978-65-6029-314-4
- DOI https://doi.org/10.59290/2200950512
- Ano 2026
- Palavras-chave Iatrogenia Medicamentosa; Polifarmácia em Idosos; Medicamentos Inapropriados para Idosos.
Resumo
O envelhecimento populacional é um fenômeno global, resultante da redução da mortalidade e da queda das taxas de natalidade, observado tanto em países desenvolvidos quanto em desenvolvimento. No Brasil, a população com 65 anos ou mais cresceu 57,4% entre 2010 e 2022, alcançando 22,1 milhões de pessoas. Esse processo está associado a alterações fisiológicas que aumentam a vulnerabilidade a doenças crônicas e à necessidade de múltiplos medicamentos, favorecendo a polifarmácia e a iatrogenia medicamentosa, que inclui efeitos adversos, interações medicamentosas, automedicação e prescrições inadequadas, constituindo um desafio relevante à segurança do paciente idoso. O objetivo deste estudo é identificar fatores de risco, consequências clínicas e estratégias de prevenção, com foco na promoção da segurança e da qualidade de vida dessa população. A metodologia utilizada foi a revisão integrativa, com busca de artigos nas bases Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e Google Acadêmico, utilizando os descritores “Iatrogenia Medicamentosa”, “Polifarmácia em Idosos” e “Medicamentos Inapropriados para Idosos”, aplicando filtros de idioma português e período de publicação de 2020 a 2025. Foram incluídos apenas artigos completos e disponíveis gratuitamente. Após triagem inicial de 6.222 títulos, 38 artigos atenderam aos critérios de inclusão e foram analisados integralmente, permitindo extrair dados sobre prevalência de polifarmácia, uso de medicamentos potencialmente inapropriados (MPI) e estratégias preventivas. Os resultados mostraram que a polifarmácia, especialmente em idosos com multimorbidades e idade avançada, está associada a quedas, hospitalizações prolongadas, perda de funcionalidade e aumento da mortalidade. O uso de MPI foi frequente, intensificando a vulnerabilidade clínica. Estratégias preventivas incluem critérios clínicos validados (Beers, STOPP/START, CBMPI), desprescrição planejada, reconciliação medicamentosa, monitoramento multiprofissional e educação continuada de profissionais de saúde. A interação próxima en