Capítulo · Pesquisa e Ações em Saúde Pública Ed. XXVII

Terapia Genética No Tratamento Do Diabetes Mellitus Tipo 1 E Tipo 2: Avanços, Desafios E Perspectivas Futuras

Resumo

INTRODUÇÃO: O diabetes mellitus (DM) representa um dos maiores desafios de saúde pública do século XXI, afetando milhões de pessoas ao redor do mundo. Classificado principalmente em tipo 1 (DM1), de origem autoimune, e tipo 2 (DM2), caracterizado pela resistência à insulina e disfunção das células beta, o tratamento tradicional ainda é paliativo e focado no controle glicêmico. Nas últimas décadas, a terapia genética tem emergido como uma estratégia promissora, oferecendo potencial de cura a partir da modificação genética das células-alvo envolvidas na fisiopatologia do DM. Com os avanços das tecnologias de edição gênica, como CRISPR/Cas9, e da terapia gênica vetorial, novas perspectivas estão se delineando para pacientes com DM1 e DM2. OBJETIVO: Analisar as abordagens da terapia genética aplicadas ao tratamento do diabetes mellitus tipo 1 e tipo 2. MÉTODOS: Trata-se de uma pesquisa qualitativa descritiva com revisão integrativa da literatura. Foram selecionados artigos publicados entre 2015 e 2025 nos idiomas português, inglês e espanhol, utilizando as bases de dados ScholarAI, PubMed, Scopus e SciELO. Os descritores utilizados incluíram “terapia genética”, “diabetes tipo 1” e “diabetes tipo 2”. Foram incluídos estudos completos que abordassem diretamente as aplicações e perspectivas da terapia genética no tratamento do DM1 e DM2 e excluídos resumos, textos incompletos, fora do recorte temporal e textos sem relação com o objeto da pesquisa. Após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão restaram 6 artigos que passaram a compor as bases de estudo desta pesquisa. RESULTADOS: A terapia genética tem se mostrado promissora no tratamento do diabetes tipo 1 e tipo 2, com estratégias distintas para cada forma da doença. No DM1, caracterizado pela destruição autoimune das células beta pancreáticas, destacam-se o uso de células-tronco pluripotentes induzidas (iPSCs), reprogramadas em células beta funcionais resistentes ao sistema imune. Além disso, a tecnologia CRISPR/Cas9 tem sido aplicada para corrigir mutações as