Capítulo · Imunologia & Doenças Infecciosas e Parasitárias - Ed X

Síndrome reprodutiva e respiratória suína: aspectos virológicos, epidemiológicos e de controle

Resumo

A Síndrome Reprodutiva e Respiratória Suína (SRRS) é uma enfermidade viral altamente contagiosa, mas não zoonótica, que causa perdas reprodutivas e respiratórias significativas na suinocultura mundial. Sua elevada variabilidade genética e capacidade de disseminação tornam o controle desafiador. Embora ausente no Brasil, permanece como ameaça sanitária global. O objetivo deste capítulo foi revisar aspectos etiológicos, epidemiológicos, clínicos e diagnósticos da SRRS, além de discutir estratégias atuais de controle. Também buscou-se destacar avanços recentes em variabilidade viral e genética de resistência. A revisão foi conduzida por buscas em Google Scholar, Scopus, PubMed, SciELO, Web of Science e ScienceDirect, incluindo estudos de 2020 a 2025. Foram utilizados descritores relacionados a SRRS/PRRSV em diferentes idiomas. Após critérios de inclusão e exclusão, que descartaram artigos de revisão e estudos anteriores a 2020, selecionaram-se 20 artigos originais de pesquisa, dois documentos oficiais e uma tese de doutorado, priorizando atualidade, relevância e rigor metodológico. Os resultados demonstram que o PRRSV infecta preferencialmente macrófagos alveolares, causando imunossupressão, pneumonia intersticial e predisposição a coinfecções. Variantes como NADC30-like, NADC34-like e HP-PRRSV exibem alta patogenicidade e recombinação, impactando gravidade e dinâmica dos surtos. A literatura destaca ampla circulação global, cocirculação entre cepas vacinais e selvagens e desafios na detecção em rebanhos com baixa prevalência. Estudos genômicos identificam SNPs associados à resistência e ao desempenho reprodutivo, sugerindo potencial para seleção assistida por marcadores. No diagnóstico, destacam-se PCR direcionado a ORF7 e sorologia combinada a fluidos orais como ferramentas eficazes de vigilância. Em relação ao controle, recomenda-se a integração de biosseguridade rigorosa, vacinação estratégica, manejo sanitário e monitoramento contínuo para reduzir impactos e limitar a transmissão viral. Conclui-se que a SRRS co