Capítulo · Gastroenterologia e Hepatologia - Ed. XIV
Elastografia do fígado: precisão diagnóstica, limitações e perspectivas na era da inteligência artificial
- ISBN 978-65-6029-323-6
- DOI https://doi.org/10.59290/2004125110
- Ano 2026
- Palavras-chave Fígado; Elastografia; Inteligência Artificial
Resumo
Objetivo: Apresentar uma revisão abrangente sobre a elastografia ultrassonográfica hepática, enfatizando seu papel na avaliação da fibrose e cirrose, suas limitações técnicas e as novas aplicações integradas à inteligência artificial.
Métodos: Foi realizada uma revisão narrativa da literatura, com base em artigos publicados entre 2018 e 2024 nas bases PubMed, Scopus e Web of Science, utilizando os descritores liver elastography, fibrosis assessment e artificial intelligence.
Resultados: A elastografia demonstrou alta correlação com os estágios histológicos de fibrose, apresentando sensibilidade de 85–92% e especificidade de 88–94% para F≥3. As modalidades mais estudadas incluem a Transient Elastography (TE), Point Shear Wave Elastography (pSWE), 2D-Shear Wave Elastography (2D-SWE) e a Elastografia por Ressonância Magnética (MRE). Apesar da excelente performance, fatores como obesidade, inflamação aguda e congestão hepática interferem na acurácia. Avanços recentes incluem algoritmos de inteligência artificial para padronização da aquisição e análise.
Conclusão: A elastografia ultrassonográfica representa o método não invasivo de maior precisão na avaliação da rigidez hepática, sendo promissora na era da quantificação multiparamétrica e aprendizado de máquina.
Palavras-chave: Elastografia; Fígado; Fibrose Hepática; Cirrose; Ultrassonografia; Inteligência Artificial.