Capítulo · Cardiologia – Teoria e Prática Ed. XXV Volume 2

Emergências Hipertensivas: Avaliação Clínica, Danos A Órgãos-Alvo E Protocolos Terapêuticos Atuais

Resumo

INTRODUÇÃO: A hipertensão arterial consiste no aumento persistente da pressão arterial sistólica (PAS) e/ou diastólica (PAD) a partir dos valores de 140mmHg e 90mmHg, respectivamente. Por outro lado, a elevação súbita da PA, partindo dos níveis de 180/110mmHg e associada a sintomas, caracteriza uma crise hipertensiva (CH). Dessa maneira, o quadro de crise hipertensiva com lesão de órgão-alvo (LOA) aguda corresponde a uma emergência hipertensiva (EH), com alto risco de mortalidade. Portanto, tendo em vista a relevância da EH na saúde pública, torna-se necessário investigar as particularidades que a envolvem. OBJETIVOS: Identificar as características clínicas, complicações e o tratamento das principais emergências hipertensivas. MATERIAIS E METODOLOGIA: Trata-se de uma Revisão Narrativa de Literatura, utilizando as bases de dados PubMed e Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial, sendo selecionados 10 artigos publicados no período de 2022 a 2025 a partir dos descritores “Hypertensive Emergency” e “Emergências Hipertensivas”. RESULTADOS E DISCUSSÃO: A investigação de uma EH se inicia na análise clínica de uma CH. Os critérios iniciais necessários para validação diagnóstica englobam a abordagem correta durante a anamnese de um paciente hipertenso. Nesse sentido, deve-se questionar acerca da PA usual do indivíduo, fatores desencadeantes da crise, uso de medicações e outras substâncias. Além disso, o exame físico auxilia na identificação de LOA aguda, e deve-se observar o paciente por 30 minutos antes de iniciar a redução da PA, feita de modo gradual e rápida. Nesse contexto, a EH pode ser classificada em cerebrovascular, cardiocirculatória, sistêmica, crise adrenérgica grave ou hipertensão na gestação, tendo sua conduta modificada de acordo com a classificação ou órgão acometido. O tratamento consiste na diminuição da PA pelo uso de medicamentos endovenosos, na maior parte dos casos, no qual são utilizados especialmente nitroprussiato de sódio, nitroglicerina, beta-bloqueadores, bloqueadores de canais de cálcio e