Capítulo · Cardiologia – Teoria e Prática Ed. XXV
Hipertensão arterial sistêmica: manejo contínuo e abordagem multidisciplinar na prevenção de complicações
- ISBN 978-65-6029-330-4
- DOI https://doi.org/10.59290/1069101120
- Ano 2026
- Palavras-chave Hipertensão Arterial Sistêmica; Abordagem Multidisciplinar; Prevenção Cardiovascular
Resumo
Introdução: A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma condição crônica multifatorial associada a alto risco de eventos cardiovasculares graves, como infarto, AVC e insuficiência cardíaca. Apesar da disponibilidade de tratamentos eficazes, grande parte dos pacientes não atinge o controle adequado da pressão arterial, devido a baixa adesão ao tratamento, barreiras socioeconômicas e hábitos de vida inadequados. A HAS frequentemente coexiste com obesidade, diabetes e dislipidemia, formando um conjunto de fatores que elevam significativamente o risco cardiovascular. Medidas como redução do consumo de sódio, prática de atividade física, adoção de dietas cardioprotetoras e abandono de hábitos nocivos apresentam impacto comprovado na redução pressórica. Nesse contexto, a abordagem multiprofissional tem se mostrado essencial para ampliar a resolutividade do cuidado, melhorar a adesão e reduzir complicações. Metodologia: Trata-se de uma revisão sistemática realizada em bases como PubMed, SciELO, LILACS, BVS e Cochrane Library, utilizando descritores relacionados à hipertensão, prevenção, controle e cuidado multiprofissional. Foram incluídos artigos publicados entre 2015 e 2025, nos idiomas português, inglês e espanhol, abordando o manejo e a prevenção da HAS. Após aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, foram selecionados 28 estudos, analisados qualitativamente quanto às principais evidências sobre controle pressórico, intervenções terapêuticas e impacto da abordagem multidisciplinar. Objetivo: Avaliar as principais estratégias de manejo contínuo da hipertensão arterial sistêmica, com foco em medidas farmacológicas, não farmacológicas e na abordagem multiprofissional, destacando seu impacto na prevenção de complicações cardiovasculares. Resultados: A literatura demonstra que a HAS se associa a fatores modificáveis como dieta rica em sódio, sedentarismo, tabagismo, alcoolismo e estresse, além de fatores não modificáveis como idade e predisposição genética. Intervenções não farmacológicas — perda de peso, atividad