Capítulo · Pesquisa e Ações em Saúde Pública Ed. XXVII
A Percepção Das Mulheres Acerca Dos Exames Ginecológicos
- ISBN 978-65-6029-337-3
- DOI https://doi.org/10.59290/1065297019
- Ano 2026
- Palavras-chave Exame Ginecológico; Saúde da Mulher; Saúde Preventiva.
Resumo
INTRODUÇÃO: A atenção à saúde da mulher é estratégica nas políticas públicas, com foco na prevenção e no diagnóstico precoce de doenças. Exames ginecológicos como o Papanicolau, o toque vaginal e a ultrassonografia pélvica são essenciais para detectar precocemente câncer do colo do útero e infecções sexualmente transmissíveis. No entanto, a adesão a esses exames ainda é baixa, especialmente entre certos grupos sociais, devido a fatores culturais, emocionais, religiosos, socioeconômicos e à qualidade do atendimento. Medo, desconforto, constrangimento e falta de humanização são barreiras frequentes. Compreender esses fatores é essencial para promover o acesso equitativo e propor estratégias acolhedoras que incentivem a realização desses exames. OBJETIVO: Investigar os principais desafios enfrentados pelas mulheres na adesão aos exames ginecológicos, a partir da análise de suas percepções. MÉTODOS: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, de abordagem qualitativa, baseada no método de Mendes, Silveira e Galvão (2008), que permite reunir e analisar estudos sobre um tema comum. A busca foi realizada nas bases SciELO, LILACS, BDENF e PubMed, com recorte entre 2015 e 2025, utilizando os descritores exame ginecológico, percepção da mulher, saúde preventiva e saúde da mulher, combinados com operadores booleanos. Foram incluídos artigos em português, disponíveis na íntegra, com abordagem qualitativa ou quantitativa, e excluídos editoriais, resumos simples e textos sem relevância direta para os objetivos do estudo. Após aplicados os critérios de inclusão e exclusão restara 16 artigos que passaram a compor os instrumentos de base desse estudo. RESULTADOS: Os exames ginecológicos, embora fundamentais para a prevenção de doenças, são frequentemente associados a sentimentos de vergonha, medo e desconforto por muitas mulheres. Essa resistência está ligada tanto a barreiras emocionais — como o receio do diagnóstico, experiências negativas anteriores e tabus culturais sobre o corpo feminino — quanto a obstáculos estrutur