Capítulo · Gastroenterologia e Hepatologia - Ed. XI
Doença do refluxo gastroesofágico: fisiopatologia, manifestações crônicas e estratégias de tratamento
- ISBN 978-65-6029-267-3
- DOI https://doi.org/10.59290/1003902521
- Ano 2025
- Palavras-chave Manifestações Clínicas; Doença do Refluxo Gastroesofágico; Tratamento.
Resumo
A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) configura-se como uma afecção crônica de elevada prevalência, caracterizada pelo refluxo patológico do conteúdo gástrico para o esôfago, o que culmina em manifestações clínicas típicas, como pirose e regurgitação, além de potenciais complicações. Sua fisiopatologia envolve múltiplos fatores, dentre os quais se destacam a disfunção do esfíncter esofagiano inferior, alterações na motilidade esofágica, esvaziamento gástrico retardado e modificações anatômicas, a exemplo da hérnia hiatal. Tais alterações propiciam a exposição prolongada do epitélio esofágico ao conteúdo ácido, favorecendo inflamação, lesões erosivas, estenoses e, em casos mais graves, a progressão para esôfago de Barrett. Para além das manifestações esofágicas, a DRGE também se associa a repercussões extraesofágicas e a outras doenças gastrointestinais crônicas, gerando impacto expressivo na qualidade de vida dos indivíduos acometidos.
O presente capítulo será desenvolvido sob a forma de revisão narrativa da literatura, contemplando levantamento bibliográfico sistematizado nas bases PubMed, SciELO e LILACS, sem delimitação temporal inicial, mas com ênfase em publicações dos últimos dez anos. Foram utilizados descritores como “Doença do Refluxo Gastroesofágico”, “fisiopatologia”, “diagnóstico”, “tratamento” e “complicações crônicas”. Foram incluídos artigos originais, revisões sistemáticas, consensos de sociedades científicas e diretrizes clínicas, buscando consolidar evidências atuais acerca dos mecanismos fisiopatológicos, manifestações clínicas, métodos diagnósticos e opções terapêuticas disponíveis para a DRGE. Após triagem e análise crítica dos materiais selecionados, cerca de 70 referências foram incorporadas ao referencial teórico, subsidiando a construção de um texto didático, crítico e integrativo.
Os resultados desta revisão preliminar apontam que a DRGE permanece como um desafio diagnóstico e terapêutico relevante, em virtude da heterogeneidade de sintomas, da sobreposição com outras desorden