A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma condição infecciosa do trato genital feminino superior, que afeta mais comumente mulheres em idade reprodutiva e é tipicamente associada a infecções sexualmente transmissíveis. O diagnóstico é predominantemente clínico, baseado na presença de dor à palpação dos órgãos pélvicos no contexto de inflamação do trato genital inferior, dado que nenhum exame laboratorial ou de imagem isolado apresenta sensibilidade ou especificidade suficientes. Está indicado o tratamento empírico com antibióticos, a nível ambulatorial ou hospitalar, conforme a complexidade do caso, para mulheres de risco que se apresentam com sintomas compatíveis, uma vez que a DIP está associada a importantes sequelas a longo prazo, incluindo infertilidade, gravidez ectópica e dor pélvica crônica. Será realizada uma revisão da literatura científica nas bases de dados PubMed, SciELO e LILACS, complementada pela análise de artigos publicados em periódicos de alto impacto, como The New England Journal of Medicine e JAMA (Journal of the American Medical Association). Serão incluídos artigos originais, revisões sistemáticas e diretrizes recentes relacionadas à abordagem clínica, diagnóstica e terapêutica da Doença Inflamatória Pélvica, bem como recomendações de sociedades científicas nacionais, com destaque para a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), com o objetivo de apresentar uma abordagem prática e sistematizada da DIP. Por ser acessível, não invasiva e capaz de auxiliar na exclusão de diagnósticos diferenciais e na identificação de complicações como abscesso tubo-ovariano, piossalpinge e hidrossalpinge, a ultrassonografia transvaginal (USTV) torna-se o exame de imagem inicial recomendado na avaliação da DIP. Demais exames de imagem podem ser solicitados em uma abordagem escalonada, como recomendado pelas diretrizes, iniciando pela ultrassonografia e progredindo para RM ou TC conforme a indicação clínica. De forma integrada, os exames de imagem desempenham papel funda