Capítulo · Saúde Mental - Desafios da Prevenção, Diagnóstico, Tratamento e Cuidado na Sociedade Moderna - Ed. XXX

SOLIDÃO E ISOLAMENTO SOCIAL COMO FATORES DE RISCO PARA DEPRESSÃO E ANSIEDADE EM IDOSOS

Resumo

Introdução: O envelhecimento populacional tem aumentado nas últimas décadas e, concomitantemente, cresce a preocupação com fatores que comprometem a saúde física e mental dos idosos. Nesse contexto, a solidão, o isolamento social e a fragilidade dos vínculos afetivos, associados à redução da participação comunitária e à perda do suporte emocional, configuram importantes fatores de risco para o desenvolvimento de sintomas depressivos e ansiosos nessa população. Além disso, destaca-se o papel da Atenção Primária à Saúde (APS) na promoção, prevenção e cuidado da saúde mental da idoso, por constituir o principal ponto de contato entre os serviços de saúde e essa população. Dessa forma, este estudo objetiva analisar a influência da solidão e do isolamento social no desenvolvimento de sintomas depressivos e ansiosos em idosos, bem como o papel da APS na identificação e enfrentamento dessa problemática. Metodologia: Esse estudo consiste em uma revisão sistematizada da literatura, realizada através de buscas nas bases do PubMed, SciELO, Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e documentos da Organização Mundial da Saúde. Foram analisados artigos, publicados entre 2020 e 2025, que abordam a relação entre saúde mental, isolamento social, solidão, abandono familiar, perda de vínculos afetivos, depressão e ansiedade em idosos. Resultados: A análise dos artigos evidenciou a solidão e o isolamento social como importantes fatores de risco para o desenvolvimento de sintomas depressivos e ansiosos em idosos. É notório, entre os fatores relacionados a esse cenário, o impacto que o avanço da idade, a perda de funcionalidade, a presença de múltiplas doenças crônicas, o declínio cognitivo, o enfraquecimento de vínculos familiares, sociais, o luto, como também uma ausente rede de apoio efetiva estão diretamente relacionados ao agravamento da saúde mental dessa população sênior. Observou-se maior incidência em mulheres com 80 anos ou mais, que vivem sozinhas, apresentam baixa escolaridade, pior qualidade do sono, reduzida participação em a