Capítulo · Pesquisa e Ações em Saúde Pública Ed. XXVII
Protagonismo Escolar Na Prevenção À Violência Sexual: Relato De Uma Ação Extensionista Com Crianças Em Tianguá - Ce
- ISBN 978-65-6029-337-3
- DOI https://doi.org/10.59290/0204995588
- Ano 2026
- Palavras-chave Violência Sexual; Educação em Saúde; Criança e Adolescente.
Resumo
INTRODUÇÃO: A violência sexual contra crianças e adolescentes representa uma das mais graves violações de direitos humanos, com consequências físicas, emocionais e sociais duradouras. No Brasil, o dia 18 de maio foi instituído pela Lei nº 9.970/2000 como o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, sendo uma importante data para mobilizações sociais e atividades educativas. A escola, enquanto espaço formativo e de proteção, torna-se um ambiente estratégico para o desenvolvimento de ações de conscientização sobre essa temática, fortalecendo o papel da comunidade escolar na identificação de sinais de violência e no encaminhamento às redes de proteção. OBJETIVO: Relatar a experiência extensionista voltada à prevenção da violência sexual contra crianças e adolescentes. MÉTODOS: A atividade foi desenvolvida por acadêmicos do curso de Enfermagem do segundo e terceiro semestre da Faculdade UNINTA, como parte das ações da disciplina de Educação em Saúde. A intervenção ocorreu no dia 31 de maio de 2023, na Escola de Ensino Fundamental Ester de Aguiar Menezes, com 31 alunos do 6º ano do ensino fundamental. Foram abordados os seguintes temas: a importancia econhecimento das partes do corpo, especialmente as partes íntimas; noções de consentimento e segurança corporal; identificação de toques seguros e toques abusivos, com apoio do vídeo “Toque bom, toque ruim”; formas de violência sexual (abuso e exploração), com explicação didática e uso de vídeos educativos como “Defenda-se” e “Time da Defesa”; apresentação dos principais direitos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA); e os canais de denúncia em casos de violência. A atividade foi finalizada com perguntas interativas, incentivando os alunos a identificarem toques seguros, zonas do corpo protegidas e atitudes que devem ser tomadas diante de situações suspeitas, com espaço para dúvidas e relatos, além da entrega de panfletos informativos foi aplicado um questionário de avaliação para analisar o impacto da intervenção