Capítulo · Pesquisa e Ações em Saúde Pública - Ed. XXVI

INOVAÇÃO NO SUS: TELESSAÚDE E INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA SUPERAÇÃO DE BARREIRAS DE ACESSO

Resumo

Introdução: O acesso universal e equitativo à saúde é um princípio constitucional do Sistema Único de Saúde (SUS), mas sua efetivação é impedida por barreiras estruturais, como filas prolongadas, desigualdade geográfica na distribuição de profissionais e escassez de infraestrutura, resultando em iniquidades no cuidado. A incorporação de tecnologias digitais, como Telessaúde e Inteligência Artificial (IA), surge como estratégia essencial para fortalecer o sistema e garantir o acesso oportuno e de qualidade para toda a população. Objetivo: Este capítulo tem como objetivo central analisar e descrever as características de implementação e os fatores críticos de sucesso de estratégias de Telessaúde e Inteligência Artificial que foram comprovadamente eficazes na superação dessas barreiras e na otimização da resolutividade dos serviços de saúde. Metodologia: O trabalho foi desenvolvido por meio de uma Revisão de Escopo da literatura, guiada pela questão: Quais são as características de implementação e os fatores críticos de sucesso das estratégias de Telessaúde e Inteligência Artificial que foram eficazes na superação de barreiras e na otimização do acesso e da resolutividade dos serviços no Sistema Único de Saúde (SUS)?. A pesquisa sistemática foi conduzida em bases de dados como PubMed/MEDLINE, LILACS, SciELO, Portal de Periódicos da Capes e Google Acadêmico. Foram incluídos artigos completos e experiências exitosas no Brasil, publicados entre 2020 e 2025. O processo resultou na seleção final de 17 artigos, que foram analisados de forma qualitativa e descritiva. Resultados: As experiências analisadas, como o projeto UBS+Digital e a Teleconsultoria, demonstraram que a Telessaúde amplia o acesso em regiões remotas, alcançando alta resolutividade (85%) e satisfação dos usuários. A inovação tecnológica também se mostrou determinante na eficiência: a IA demonstrou potencial na triagem digital (racionalizando recursos em crises como a COVID-19) e no suporte ao diagnóstico de doenças negligenciadas, como Hanseníase e Tubercu