Descrição De Prevalência De Uso De Zolpidem, Critérios Para Uso Indevido, Mapeamento De Redes Sociais
- ISBN 978-65-6029-305-2
- DOI https://doi.org/10.59290/0108251421
- Ano 2026
- Palavras-chave Zolpidem; Redes Sociais; Uso Indevido.
Resumo
DESCRIÇÃO DE PREVALÊNCIA DE USO DE ZOLPIDEM, CRITÉRIOS PARA USO INDEVIDO, MAPEAMENTO DE REDES SOCIAIS
Os distúrbios do sono estão se tornando comuns e impactando a qualidade de vida da população, entre esses distúrbios a insônia é a que vem ganhando destaque. Entre as alternativas farmacológicas, o zolpidem é um dos medicamentos mais utilizados devido à sua rápida ação e curta meia-vida. Entretanto, o uso inadequado por automedicação, prolongamento de tratamento sem acompanhamento médico, consumo em altas doses ou finalidade recreativa, tem gerado preocupações em saúde pública. Estudos recentes apontam associação desse fármaco com dependência, tolerância e efeitos adversos relevantes, como alucinações, amnésia e comportamentos impulsivos, mesmo em doses terapêuticas.
O estudo teve como objetivo analisar o uso de Zolpidem segundo os relatos em comunidades online, identificando padrões de uso indevido e mapeando as redes sociais envolvidas na difusão de informações sobre o medicamento. Trata-se de um estudo observacional, de cunho descritivo, baseado em revisão de literatura nas bases PubMed, SciELO e LILACS, resultando em 13 artigos selecionados, e na análise de publicações públicas em plataformas digitais como TikTok, Instagram, Facebook e X. As postagens foram organizadas em uma tabela de síntese, contemplando data, tema, tipo de publicação e engajamento.
Os resultados demonstraram que as discussões online sobre zolpidem abordam uso recreativo, automedicação e experiências de dependência. Em muitas situações, os relatos foram apresentados em tom de humor, o que contribui para a banalização dos riscos. Publicações com vídeos de usuários sob efeito do medicamento atingiram alto alcance, evidenciando o poder de viralização desses conteúdos. Também foram identificados relatos de tentativas de compra sem prescrição, incentivo explícito ao uso em doses elevadas e menções a experiências de abstinência após consumo excessivo.
A correlação com a literatura científica confirmou a gravidade do problema: estudos apontam