Capítulo · Cardiologia – Teoria e Prática Ed. XXV Volume 2
Cardiomiopatia Hipertrófica: Desafios No Diagnóstico Diferencial E No Manejo Clínico-Cirúrgico
- ISBN 978-65-6029-331-1
- DOI https://doi.org/10.59290/0103226122
- Ano 2026
- Palavras-chave Cardiomiopatia Hipertrófica; CMH; Manejo Terapêutico
Resumo
Introdução: A cardiomiopatia hipertrófica (CMH) é uma doença genética caracterizada por hipertrofia miocárdica desproporcional, não explicada por condições de sobrecarga hemodinâmica, e apresenta ampla heterogeneidade clínica, anatômica e funcional. Sua manifestação pode variar desde indivíduos assintomáticos até quadros de insuficiência cardíaca, arritmias complexas e morte súbita cardíaca. O diagnóstico diferencial da CMH constitui um grande desafio, uma vez que diversas condições, como hipertensão arterial, estenose aórtica, cardiomiopatia por depósito e atletas com remodelamento fisiológico, podem cursar com hipertrofia ventricular e simular a doença. Além disso, o manejo clínico-cirúrgico envolve decisões complexas que exigem avaliação integrada de sintomas, obstrução do trato de saída do ventrículo esquerdo, risco arrítmico e resposta ao tratamento farmacológico ou intervencionista. Diante disso, compreender os elementos que dificultam o diagnóstico e as nuances terapêuticas é essencial para o cuidado adequado desses pacientes.
Métodos: O presente trabalho será estruturado como uma revisão narrativa, desenvolvida a partir de busca não sistemática nas bases PubMed/MEDLINE, SciELO e Embase. Serão incluídos artigos de revisão, estudos clínicos e observacionais, diretrizes internacionais e consensos publicados nos últimos dez anos, utilizando descritores relacionados à cardiomiopatia hipertrófica, diagnóstico diferencial, genética cardiovascular, estratificação de risco, terapias farmacológicas e cirúrgicas. A seleção das evidências buscará integrar aspectos clínicos, ecocardiográficos, genéticos e hemodinâmicos, com ênfase nos fatores que influenciam a tomada de decisão no manejo contemporâneo da CMH.
Abordagem do tema: O texto será desenvolvido de forma contínua e articulada, iniciando pela caracterização clínica e fisiopatológica da cardiomiopatia hipertrófica, seguida da discussão dos principais desafios no diagnóstico diferencial, destacando os limites entre hipertrofia fisiológica e patológica, as doen