Capítulo · Gastroenterologia e Hepatologia - Ed. XI

Fisiopatologia e manejo da pancreatite aguda e crônica

Resumo

INTRODUÇÃO. Compreender a fisiopatologia e o manejo médico da pancreatite aguda e crônica é fundamental para a conduta clínica eficaz, uma vez que essas condições apresentam elevada morbidade e podem evoluir para complicações graves. O entendimento dos mecanismos fisiopatológicos — como a ativação precoce das enzimas pancreáticas na pancreatite aguda e o processo inflamatório crônico, fibrose e perda funcional na pancreatite crônica — permite ao profissional identificar precocemente os sinais e adotar estratégias terapêuticas adequadas. METODOLOGIA. Foi realizada uma revisão de literatura baseada em artigos encontrados na plataforma Scielo e PubMed. Como critério de inclusão foram selecionados estudos que relacionam pancreatite com fisiopatologia e/ou manejo, considerando textos publicados entre 2020 e 2025. Como critério de exclusão foram retirados artigos que não apresentavam a correlação mencionada acima. RESULTADO E DISCUSSÃO. A pancreatite aguda é uma inflamação súbita e reversível do pâncreas, causada principalmente por litíase biliar e etilismo, caracterizada por dor intensa, aumento de enzimas e, em casos graves, necrose e falência orgânica. Já a pancreatite crônica, está associada a alcoolismo, litíase de repetição, causas autoimunes, hereditárias e idiopáticas. A consequência disso, são inflamações recorrentes que levam à fibrose e perda das funções pancreáticas, que se manifesta principalmente por dor crônica, esteatorreia e diabetes. Pode ser utilizado para o estadiamento critérios morfológicos (Cambridge) e funcionais (M-ANNHEIM). O diagnóstico envolve imagem (TC, CPRE, CPRM) e testes funcionais. O tratamento inclui controle da dor, cessação de álcool e tabaco, reposição enzimática e manejo do diabetes, podendo exigir abordagem endoscópica ou cirúrgica nos casos refratários. CONCLUSÃO. O manejo eficaz das pancreatites exige distinção clara entre suas formas aguda e crônica. Identificar a etiologia, aplicar os métodos diagnósticos adequados e adotar estratégias terapêuticas direcionadas são fundament