A intubação orotraqueal (IOT) é o procedimento de primeira escolha para obtenção de via aérea definitiva, procedimento amplamente utilizado nas unidades de emergência e terapia intensiva. O procedimento é definido pela inserção de um tubo com balonete insuflado dentro da traqueia, abaixo das pregas vocais, conectado a um sistema de ventilação que forneça oxigênio. Tal dispositivo visa proteger contra aspiração e possibilitar ventilação adequada em pacientes com risco iminente de falência respiratória ou oferecer suporte de vida para pacientes com comprometimento circulatório ou neurológico que a justifique (AMERICAN COLLEGE OF SURGEONS, 2025). Em contextos críticos, como parada cardiorrespiratória (PCR), trauma, instabilidade cardiocirculatória, insuficiência respiratória aguda, deterioração neurológica, a rápida e segura execução da IOT pode ser determinante para a sobrevida do paciente, em contrapartida, o manejo inadequado pode aumentar a chance de PCR peri-procedimento.