A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) é caracterizada pelo refluxo patológico do conteúdo gástrico para o esôfago, causando sintomas como pirose e regurgitação. Trata-se de uma condição de alta prevalência, com impacto significativo na qualidade de vida e relevância clínica crescente. O presente estudo tem como objetivo investigar os mecanismos fisiopatológicos, os métodos diagnósticos e os tratamentos envolvendo a DRGE. A pesquisa utilizou bases como o UpToDate, SciELO, PubMed e Google Acadêmico, priorizando artigos dos últimos dez anos. A fisiopatologia da DRGE reside na disfunção da barreira antirrefluxo, um sistema multifatorial cuja integridade depende da sinergia entre o esfíncter esofágico inferior (EEI), o diafragma crural, o ligamento frenoesofágico e o ângulo de His. O principal mecanismo é o relaxamento transitório de EEI, mas a hipotonia do esfíncter e alterações anatômicas como a hérnia hiatal também comprometem a continência da junção esofagogástrica. O refluxato pode ser ácido, lesando a mucosa pela ação do HCl e pepsina, ou biliar, associado a maior risco de metaplasia. Estima-se que a prevalência da DRGE varia de 10% a 20% no mundo ocidental, sendo influenciada por fatores de risco como obesidade, tabagismo, etilismo e dieta. Clinicamente, a DRGE manifesta-se com sintomas típicos de pirose e regurgitação, frequentemente agravados após refeições ou a deitar. Manifestações extraesofágicas, como alterações respiratórias e laríngeas, também podem ocorrer. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na anamnese de sintomas recorrentes, podendo ser confirmado pela resposta ao tratamento empírico com inibidores de bomba de prótons em casos sem sinais de alarme. A propedêutica complementar é imperativa para confirmação, estratificação de complicações e planejamento terapêutico, utilizando-se endoscopia digestiva alta para avaliar e classificar lesões, a pH-impedanciometria como padrão-ouro para quantificar o refluxo e a manometria de alta resolução na avaliação pré-operatória. A cronicidade da do