Complicações cirúrgicas são eventos adversos que ocorrem durante ou após um pro- cedimento cirúrgico, causando danos físicos, funcionais ou psicológicos ao paciente. Elas po- dem ter diversas origens e nem sempre resultam de erro técnico da equipe. Geralmente, sur- gem devido a: • Condição do paciente: estado grave, desnutrição ou comorbidades significativas. • Habilidades e cuidados do cirurgião: erros técnicos, pressa ou falta de meticulosi- dade elevam os riscos. • Natureza da doença: mesmo com nutrição adequada e cirurgia bem executada, al- gumas patologias aumentam a chance de complicações. Para minimizar os riscos de complicações, algumas práticas são essenciais. No pré-operatório, é fundamental avaliar as condições do paciente, determinar o momento ideal para a cirurgia — seja ela eletiva ou de urgência — e estabilizar o quadro clínico, se necessário. Além disso, a consulta com outras especialidades, como cardiologia e pneumologia, pode ser indicada para um planejamento mais seguro. Durante a cirurgia, a aplicação de técnicas adequadas reduz os riscos, incluindo a mani- pulação delicada dos tecidos, o respeito aos planos anatômicos, a garantia de hemostasia efi- caz e a evitação de pressa na finalização do procedimento. No pós-operatório, a vigilância contínua é indispensável, abrangendo a administração criteriosa de antibióticos profiláticos e o monitoramento frequente de feridas, ingestão oral, débito urinário, temperatura, dor, nível de atividade e estado nutricional. Além disso, é essencial estar atento a sinais de alerta, como febre, piora da dor, drenagem anormal, edema e deterioração do estado geral do paciente. A seguir, são apresentadas as complicações mais relevantes no contexto da cirurgia ge- ral. No entanto, é importante destacar que elas não se limitam às mencionadas e podem afetar diversos outros sistemas além dos abordados. Para aprofundamento no tema, recomenda-se a consulta às referências indicadas