O hepatocarcinoma, ou carcinoma hepatocelular (CHC), constitui a neoplasia maligna primária mais prevalente do fígado, correspondendo a aproximadamente 75–90 % dos tumores hepáticos primários. Configura-se como um relevante problema de saúde pública mundial em virtude de sua elevada incidência e expressiva morbimortalidade. De acordo com estimativas recentes da Organização Mundial da Saúde, o câncer de fígado figura entre as principais causas de óbito por neoplasias, sendo responsável por cerca de meio milhão de mortes anuais globalmente, a maioria delas atribuídas ao CHC. A elevada letalidade decorre não apenas da agressividade biológica da doença, mas também do diagnóstico frequentemente estabelecido em fases avançadas, usualmente em indivíduos com doença hepática crônica subjacente. Dentre os fatores de risco mais relevantes, destacam-se as infecções crônicas pelos vírus da hepatite B e C, o alcoolismo crônico, a doença hepática gordurosa não alcoólica/metabólica, a cirrose de diversas etiologias e a exposição a carcinógenos ambientais.. A compreensão desses determinantes evidencia a importância de estratégias de prevenção, rastreamento e diagnóstico precoce como ferramentas fundamentais para mitigar o impacto global do hepatocarcinoma. A metodologia tratar-se-á de uma revisão narrativa realizada entre agosto e setembro de 2025, por meio de pesquisas na base de dados PubMed e UpToDate. Os descritores utilizados foram “hepatocellular carcinoma AND epidemiology”, “Hepatocellular carcinoma AND risk factors”, “hepatocellular carcinoma AND pathophysiology”, “Hepatocellular carcinoma AND prognosis” e “Hepatocellular carcinoma AND treatment”. A pesquisa será feita com base em estudos publicados em inglês e em português entre 2020 e 2025, disponíveis nas plataformas. Após a leitura, será realizada uma análise crítica e rigorosa, com o objetivo de coletar dados relevantes para a compreensão dos diferentes aspectos da patologia do hepatocarcinoma. O capítulo será subdividido em tópicos que apresentam os principais t