O parto é um evento marcante na vida das mulheres, influenciado por práticas sociais e modelos de cuidado que impactam diretamente a experiência materna e a saúde fetal. Nos últimos anos, o debate sobre medicalização versus humanização do parto tem ganhado destaque, evidenciando a importância de práticas centradas na mulher, valorizando sua autonomia e individualidade. A humanização do parto busca equilibrar o uso de recursos médicos com o respeito à fisiologia do parto, promovendo saúde integral e bem-estar materno-infantil. O direito de escolha da gestante e a prevenção da violência obstétrica são elementos centrais, uma vez que intervenções desnecessárias podem gerar consequências psicológicas graves, como depressão pós-parto e transtorno de estresse pós-traumático. A formação e capacitação de profissionais de saúde são determinantes para a implementação efetiva do parto humanizado. Além disso, práticas que fortalecem o vínculo mãe-bebê, como aleitamento materno exclusivo e aconselhamento individualizado, têm mostrado maior eficácia em maternidades que adotam a humanização. Esta revisão bibliográfica sistemática analisou estudos publicados entre 2018 e 2023, selecionados nas bases PubMed e SciELO, abordando diferentes dimensões do parto humanizado, incluindo políticas públicas, práticas domiciliares, valores éticos dos profissionais, simulação educacional, aleitamento materno e prevenção da violência obstétrica. Os resultados destacam que a humanização do parto promove redução de intervenções desnecessárias, apoio físico e emocional à gestante, fortalecimento da autonomia e integração interprofissional. É necessária a consolidação de políticas públicas, capacitação contínua e sensibilização de profissionais para superar barreiras estruturais e burocráticas, garantindo que o cuidado humanizado seja acessível e de qualidade para todas as gestantes.