A raquianestesia é amplamente empregada em procedimentos cirúrgicos dos membros inferiores, abdome inferior e em contextos obstétricos, sendo a escolha da agulha espinhal um fator determinante para o sucesso da técnica e prevenção de complicações como a cefaleia pós-punção dural (CPPD). Este trabalho teve como objetivo analisar os principais tipos de agulhas utilizadas em raquianestesia, descrevendo suas características técnicas, vantagens, desvantagens e implicações clínicas. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura realizada por meio de buscas nas bases BVS, SciELO, Google Acadêmico e PubMed, utilizando os descritores “Raquianestesia”, “Spinal Anesthesia”, “Agulhas” e “Needles”. Foram considerados artigos em português, inglês e espanhol, com acesso aberto, além de referências bibliográficas como o livro Anestesiologia: Princípios e Técnicas (Manica, 2018). Os principais modelos abordados foram: a agulha Quincke, de ponta cortante e maior risco de CPPD; a agulha Greene, precursora das atraumáticas, com ponta romba e menor precisão; a agulha Whitacre, de ponta de lápis e orifício lateral, que oferece menor incidência de CPPD, mas exige maior precisão técnica; a agulha Sprotte, semelhante à Whitacre, com fluxo mais eficiente de líquor, porém com risco de bloqueios falhos; e a agulha Atraucan, que combina corte e dilatação, apresentando desempenho intermediário e menor taxa de complicações. Conclui-se que o conhecimento das características de cada agulha, aliado à experiência do profissional, é essencial para uma prática anestésica segura e eficaz, sendo recomendável o uso de agulhas atraumáticas, especialmente em populações mais suscetíveis a complicações, como pacientes obstétricas e jovens.