Resumo:

O transplante de medula óssea (TMO), também chamado de transplante de células-tronco hematopoéticas, é um tratamento que pode salvar vidas em diversas doenças hematológicas e imunológicas. Ele consiste em substituir a medula óssea doente ou defeituosa por células-tronco saudáveis, capazes de produzir novas células sanguíneas normais. O TMO é utilizado em doenças malignas, como leucemias, linfomas e mieloma múltiplo, e em condições não malignas, como anemia aplástica grave, imunodeficiências primárias e erros inatos do metabolismo. Quando outros tratamentos não são suficientes, o transplante oferece a chance de cura ou maior sobrevida, e desde meados de 1950 até os dias atuais, vem sofrendo diversas atualizações. Existem dois tipos principais de transplante: o autólogo, quando o próprio paciente doa suas células para reinfusão após altas doses de quimioterapia, e o alogênico, quando as células vêm de um doador compatível, seja familiar, voluntário ou de sangue de cordão umbilical. Apesar de salvar vidas, o TMO é complexo e pode apresentar complicações como infecções, rejeição e doença do enxerto contra o hospedeiro, exigindo acompanhamento especializado. Nos últimos anos, avanços importantes permitiram ampliar sua segurança e eficácia: testes de compatibilidade (HLA) mais precisos, expansão dos registros de doadores voluntários, regimes de condicionamento menos tóxicos e terapias celulares associadas, como CAR-T cell. Assim, o transplante de medula óssea representa não apenas um avanço científico, mas também uma verdadeira renovação de esperança para pacientes e famílias, merecendo cada vez mais atenção no cenário atual.

ISBN: 978-65-6029-292-5

DOI: 10.59290/5579059423

Palavras-chave: Transplante; Hematologic Diseases; Graft-Versus-Host-Disease.

Data de publicação:

10.59290/5579059423