Resumo:

Doenças hepáticas como esteatose, fibrose, cirrose e carcinoma hepatocelular apresentam elevada prevalência e constituem importante causa de morbimortalidade. O estadiamento da fibrose é fator prognóstico fundamental, mas a biópsia hepática ainda é considerada padrão ouro. No entanto, por ser invasiva, de maior custo e suscetível a erro amostral, apresenta limitações relevantes. Nesse contexto, métodos de imagem não invasivos como a elastografia, a ressonância magnética, a ultrassonografia contrastada e a aplicação da inteligência artificial vêm ganhando espaço na hepatologia, oferecendo maior segurança e promovendo um diagnóstico mais preciso e personalizado. Foi realizada uma revisão de literatura com base em artigos científicos obtidos nas bases PubMed, Scopus e Web of Science. As palavras-chave utilizadas foram liver disease, elastography, magnetic resonance elastography, contrast-enhanced ultrasound e artificial intelligence. Como critérios de inclusão, foram selecionados artigos publicados em inglês entre 2020 e 2025, com enfoque em técnicas de imagem aplicadas ao diagnóstico de doenças hepáticas. Foram excluídos relatos de caso. A análise integrada dos estudos demonstra avanços consistentes nos métodos de imagem aplicados às doenças hepáticas. A elastografia, sobretudo a ressonância magnética elastográfica (MRE), mostrou elevada acurácia no estadiamento da fibrose, reduzindo a necessidade de biópsias invasivas. A elastografia por ondas de cisalhamento pontual (pSWE) destacou-se por superar os índices séricos na detecção de fibrose avançada, inclusive em pacientes obesos. A ultrassonografia contrastada (CEUS) evidenciou alto desempenho na caracterização de lesões focais, auxiliando na diferenciação entre hemangiomas, metástases e hepatocarcinoma. Além disso, o uso crescente de algoritmos de inteligência artificial tem se mostrado promissor na detecção precoce de esteatose, na estratificação de risco para carcinoma hepatocelular e na integração de dados clínicos e de imagem, reduzindo a variabilidade diagnós

ISBN: 978-65-6029-304-5

DOI: 10.59290/5091390920

Palavras-chave: Elastografia; Doença Hepática Crônica; Inteligência Artificial

Data de publicação:

10.59290/5091390920