O monitoramento de indicadores de qualidade no Sistema Único de Saúde (SUS) representa uma ferramenta estratégica fundamental para avaliar resultados, identificar fragilidades e subsidiar processos decisórios que promovam maior eficiência, equidade e transparência. Mais do que um procedimento burocrático, essa prática fortalece a gestão, incentiva a participação de gestores, profissionais e comunidade, além de estimular a cultura da melhoria contínua. Este estudo teve como objetivo analisar como o monitoramento de indicadores de qualidade pode contribuir para o fortalecimento da gestão e dos serviços oferecidos no SUS. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada entre 2020 e 2025, em bases como Google Acadêmico e Biblioteca Virtual em Saúde. Foram identificados 43 artigos, dos quais oito atenderam aos critérios de inclusão após triagem em três etapas. O estudo utilizou exclusivamente dados publicados, não havendo necessidade de submissão ao Comitê de Ética em Pesquisa. Os resultados apontam que o monitoramento de indicadores vai além da mensuração de desempenho, configurando-se como uma estratégia de efetividade e inovação. Permite a detecção de falhas, a definição de prioridades de investimento e a consolidação de práticas baseadas em evidências. Contudo, persistem desafios relacionados à fragmentação de dados, à heterogeneidade dos sistemas de informação e à necessidade de capacitação contínua dos profissionais envolvidos. Ainda assim, o processo se revela essencial para uma gestão participativa, transparente e comprometida com a qualidade da atenção à saúde. Conclui-se que os indicadores de qualidade, quando aplicados de forma sistemática, são decisivos para transformar dados em informações capazes de orientar decisões e impulsionar melhorias no SUS.