A ortopedia de controle de danos enfatiza a estabilização inicial e o controle das lesões, frequentemente com o uso de fixadores externos, em vez da realização imediata da fixação definitiva das fraturas. O conceito não é novo; ele evoluiu a partir da rica história do tratamento de fraturas e da cirurgia abdominal. Foi realizada uma revisão narrativa baseada em diretrizes nacionais e internacionais, manuais técnicos ortopédicos e artigos científicos. Foram utilizados termos relacionados a controle de danos ortopédicos, técnicas avançadas, fixadores externos e politrauma. As principais fontes consultadas incluíram o Manual do Trauma Ortopédico (SBOT), o Jornal de Cirurgia Óssea e Articular, além de plataformas como SciELO, PubMed e a revista ScienceDirect. Este capítulo aborda definições, mecanismos de manejo do trauma e o papel dos fixadores externos no contexto da ortopedia de controle de danos. Técnicas cirúrgicas minimamente invasivas, como a fixação externa, são empregadas inicialmente. O foco do controle de danos está no manejo da hemorragia, no tratamento de lesões de partes moles e na obtenção de estabilidade provisória das fraturas, evitando agressões adicionais ao paciente. A fixação externa, elemento essencial da ortopedia de controle de danos, evoluiu lentamente e, por um período, foi superada pelo desenvolvimento da fixação interna. Na Suíça, em 1938, Räoul Hoffmann desenvolveu uma estrutura de fixador externo que permitia a manipulação e a redução mecânica da fratura. A ortopedia de controle de danos é indicada especialmente para pacientes instáveis ou em estado crítico, sendo também útil para aqueles com função pulmonar comprometida. Entre os cenários clínicos em que essa abordagem deve ser considerada estão as fraturas femorais (especialmente bilaterais), lesões do anel pélvico com hemorragia significativa e múltiplas lesões em pacientes idosos. Subgrupos específicos de pacientes que podem se beneficiar dessa abordagem incluem aqueles com traumatismo craniano, trauma torácico ou membros graveme