Introdução: O transtorno de personalidade borderline caracteriza-se por um padrão persistente de instabilidade nas relações interpessoais, na autoimagem e no afeto, ancorado por marcante impulsividade. Surge geralmente no início da vida adulta, período de redefinição de responsabilidades e papéis sociais. Objetivos: Analisar as indicações clínicas, os impactos terapêuticos e as controvérsias envolvendo a internação psiquiátrica no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), avaliando riscos, benefícios e estratégias alternativas de manejo de crise descritas na literatura recente. Metodologia: Revisão narrativa realizada na base PubMed, com publicações entre 2014 e 2025. Foram utilizados os descritores: “Borderline Personality Disorder”, “Psychiatric Hospitalization”, “Crisis Intervention” e “Mental Health Services”, combinados com operadores booleanos. Incluíram-se estudos em inglês, com foco na internação psiquiátrica de pacientes com TPB, abordando indicações clínicas, estratégias de manejo, intervenções em crise e impactos da hospitalização. Excluíram-se artigos de baixa qualidade, não específicos para TPB ou sem texto completo disponível. Resultados: A internação em TPB deve ser indicada com parcimônia, apenas em risco iminente ou desorganização grave. Embora alivie sintomas pontualmente, pode reforçar padrões disfuncionais se mal indicada. Estudos demonstram melhora clínica em internações breves, com redução de 55% para 13% na ideação suicida grave. A escala SPI auxilia na avaliação da gravidade, reduzindo hospitalizações desnecessárias. Há controvérsias sobre a internação no TPB. O tratamento preferencial é psicoterapêutico, mas debate-se se abordagens específicas (como DBT) são superiores às generalistas (como CBT). Persistem dúvidas quanto à eficácia da internação em casos de risco de suicídio, que, quando necessária, deve ser feita de maneira desmotivadora para não reforçar comportamentos negativos. Quanto ao manejo, pacientes com TPB fazem uso amplo de serviços psiquiátricos e de em